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Zé Trovão vai disputar a Presidência da Câmara se PL não lançar candidato próprio

O deputado federal Zé Trovão (PL-SC) faz um duro alerta à direção do Partido Liberal e afirma que poderá lançar sua própria candidatura à Presidência da Câmara dos Deputados, caso a legenda não apresente um nome próprio para disputar o comando da Casa. O parlamentar rejeita qualquer acordo político que envolva o apoio à recondução de Hugo Motta ao cargo.

“Se o PL não lançar candidato a presidente da Câmara dos Deputados, eu serei o candidato. Já estou mandando minha equipe preparar minha candidatura”, declara o deputado.

A manifestação de Zé Trovão ocorre em meio às articulações para a eleição das presidências da Câmara e do Senado Federal, previstas para fevereiro de 2027. A partir da próxima legislatura, o Partido Liberal terá a maior bancada do Senado, com 29 senadores, e também vai liderar a representação na Câmara dos Deputados, com 121 parlamentares.

Para o deputado catarinense, o resultado das urnas precisa se traduzir em protagonismo político, e não em acordos que possam enfraquecer o partido. “Ou o PL lança um nome competitivo ou eu serei o candidato. É regimental. Eu não fui reeleito para isso”, reforça.

Rejeita acordo

Zé Trovão é totalmente contra o partido apoiar Hugo Motta para presidir novamente a Câmara em troca de um candidato do PL assumir a Presidência do Senado. Para o parlamentar, a estratégia não pode se sobrepor ao compromisso político assumido com os eleitores.

O deputado reforça que não pretende apoiar uma composição política que considere incompatível com as posições defendidas por seu eleitorado e critica a possibilidade de concessões a parlamentares que apoiaram o presidente Lula. “Vocês querem apoiar, apoiem. Mas eu não vou. Se for para perder, eu prefiro perder lutando”, afirma.

Liberdade de Bolsonaro em jogo

Ao justificar sua oposição a acordos, Zé Trovão afirma que a disputa pelo comando da Câmara vai muito além da distribuição de cargos e envolve temas políticos que considera prioritários para a direita brasileira. Entre eles, cita a liberdade do ex-presidente Jair Bolsonaro e a situação dos presos pelos atos de 8 de janeiro.

“Tem muita coisa em jogo. Tem a liberdade do presidente Bolsonaro, tem a liberdade dos presos do 8 de janeiro. Nós não podemos aceitar acordos com homens que apoiaram Luiz Inácio Lula da Silva”, declara.

Zé Trovão também critica o que considera uma postura de submissão política e defende que o PL mantenha independência nas negociações com outras legendas. O parlamentar pretende levar sua posição até as últimas consequências e cobra uma definição da direção partidária sobre a candidatura à Presidência da Câmara. “Eu não vou me curvar a esse sistema. Fica aqui o meu recado: ou o PL indica alguém para ser o presidente da Câmara dos Deputados ou eu serei”, conclui.

 

*Marcelo Roggia*
*Assessoria de Imprensa*
*Deputado Federal Zé Trovão (PL-SC)*

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