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A lista e as listas!

A semana começou cercada de expectativas acerca da divulgação dos nomes na primeira leva de inquéritos, baseados nas 77 delações da Odebrecht, remetidos pelo procurador geral, Rodrigo Janot (foto), ao Judiciário. Estimava-se que viriam à luz o nome de pelo menos 80 políticos.

Boa parte ou quase que a totalidade dos envolvidos adotou práticas de Caixa 2, que é dinheiro de corrupção, de propina, para financiar campanhas eleitorais.

Segundo manifestação do STF, mesmo a contribuição registrada (caixa 1), com indícios de origem duvidosa, é considerada ilegal,  a turma em Brasília acelera o passo para se cercar de garantias. Além da movimentação para descriminalizar o caixa 2 praticado nas campanhas passadas, lideranças se mobilizam e voltam a falar em mudanças no sistema eleitoral.

 Romaria

O fim de semana foi movimentado na casa do Presidente da Câmara, Rodrigo Maia. O prato principal dos encontros foi a ressurreição do voto em lista (quando o eleitor vota exatamente em uma lista partidária e não em um candidato). Como pano de fundo, a possibilidade de “despersonalizar” o crime de caixa 2, pois partido político tem CNPJ e não CPF como seus donos! Passaram pela residência de Maia figuras do calibre de Eunício Oliveira, presidente do Senado, Renan Calheiros, José Agripino, Aécio Neves e o líder do governo na Câmara, Aguinaldo Ribeiro. Além do presidente do TSE, ministro Gilmar Mendes.

 Meu bolso

 O dinheiro de Caixa 2 é usado em campanhas eleitorais, dizem os políticos. Certo? Mais ou menos. É bastante comum os candidatos embolsarem parte ou quase que a totalidade da grana arrecadada. Grana de propina. Que é usada, portanto, para enriquecimento pessoal e ilícito.

Foto>Lula Marques, Ag. PT, divulgação

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