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Manchete

A saúde das cirurgias

Jorginho Mello, durante coletiva no Palácio Residencial, esta semana, na companhia da secretária Carmen Zanotto, anunciou um programa para colocar um ponto final no acúmulo de cirurgias eletivas. Procedimentos represados há alguns anos, com mais de 100 mil pessoas na fila, segundo dados da pasta pilotada pela parlamentar.
Serão investidos cerca de 200 milhões para zerar essa fila o quanto antes, preferencialmente ainda no primeiro semestre. Eis a meta governamental.
Esta é a prioridade absoluta do novo governo. Há, ainda, a promessa da faculdade gratuita, compromisso de campanha do governador, assim como foi o fim da fila das cirurgias, mas a pauta educacional ficará para o segundo semestre.
Também porque é um compromisso desafiador. O investimento anual dessas gratuidades junto à Acafe, que reúne as universidades e faculdades filantrópicas catarinenses, bate na casa de R$ 1,4 bilhão.

Há vagas

Já ingressamos na sexta semana da gestão de Jorginho Mello. Ele não conseguiu ainda arredondar seu primeiro escalão devido à complexidade do quadro político.

Demandas

A equipe ainda está capenga, dependendo de algumas definições, uma meia dúzia de sete a oito cargos no Colegiado, por assim dizer.

Tripé

Metade destes cargos o governador pretende destinar a três partidos: o MDB, que tem a segunda maior bancada na Alesc (com seis deputados), além de PP e PSD. Cada um destes dois tem três parlamentares. A ideia é entregar duas pastas ao MDB, e uma para cada um dos outros dois partidos.

Proa

As negociações com o MDB serão entabuladas com o deputado federal reeleito, Carlos Chiodini, que responde pela sigla no Estado. Evidentemente que as conversas também passarão pelo presidente da Assembleia, Mauro de Nadal. Isso pelo Manda Brasa.

Progressistas

Pelos lados do PP, as conversas vão se concentrar no presidente estadual da legenda, Silvio Dreveck, que deve assumir a Secretaria de Indústria, Comércio e Serviço; e no deputado Zé Milton Scheffer, que chegou a ser o nome dos Progressistas à presidência da Alesc.

Liderança

Zé Milton está no radar para assumir a liderança do governo no Parlamento Estadual, cargo que já ocupou na gestão Moisés da Silva.

Dois líderes?

O grande problema é que o líder do PL, Ivan Naatz, que vai passar a liderança da bancada para Ana Campagnolo, ficaria sem nada. Há, no entanto, a possibilidade de Naatz e Zé Milton se entenderem, até porque são muito próximos.

Pessedistas

Quanto ao PSD, as negociações passam única e exclusivamente pelo deputado Julio Garcia. A sigla tem dois novos parlamentares, Napoleão Bernardes, ex-prefeito de Blumenau, e o comunicador Mário Motta. O único reeleito foi Garcia, que é quem pilota a sigla de fato em Santa Catarina.

Comando

Aliás, haverá troca na presidência estadual do PSD. O empresário Milton Hobus, grande quadro da política estadual,  não disputou as eleições e já está sem mandato. Vai deixar a proa do PSD-SC. Nos próximos dias, haverá a definição acerca de quem assumirá o posto. Independentemente disso, as costuras para o espaço pessedista no governo passarão por Julio Garcia.

Colegiado

Um deputado federal em atividade ou na suplência pode ser aproveitado no Colegiado de Jorginho Mello. A Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo poderia ficar com Ricardo Guidi, deputado federal reeleito, ou com Darci de Matos, primeiro suplente depois de cumprir dois mandatos em Brasília.

Subindo

Se Guidi topar a empreitada, Darci retornará à Câmara, a exemplo do que já ocorreu com Geovania de Sá. Ela assumiu como deputada em função da investidura de Carmen Zanotto na Secretaria de Estado da Saúde. Ou então o próprio Darci de Matos pode assumir a pasta. Ele representa o maior colégio eleitoral do Estado, Joinville. A conferir.

foto>Jorginho Mello e Carmen Zanotto, secretaria de Estado da Saúde – Secom, divulgação

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