Blog do Prisco
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Abril vermelho

Ricardo F Winter

Sem limites, sem lei e sem respeito. É assim que o líder do MST, João Pedro Stédile anunciou, que o movimento terrorista fará invasões de terras particulares durante o mês de abril, e isso foi noticiado em toda a mídia nacional.

O que mais nos assusta e nos indigna é que o Poder Público constituído que poderia fazer alguma coisa, não se manifesta.

Imaginem se uma ameaça desse nível fosse feita por uma pessoa da direita, honesta e trabalhadora? Com certeza já estaria presa.

Falta de água, saneamento básico, segurança, escolas e alimentação, são apenas alguns dos vários transtornos acarretados pelas invasões dos “Sem Terra”, que se instalam em propriedades particulares.

O que se está vendo e ouvindo durante o que eles mesmos denominaram de “Abril Vermelho”, é um desrespeito aos cidadãos brasileiros e um desafio às autoridades constituídas de nosso país, e em certo sentido também, um incentivo para que outros tipos de violência aumente em nosso país, pois ninguém faz nada e as penas são leves.

Existem outros meios de se legitimar a reforma agrária, e que não passam de forma alguma, por atitudes intempestivas como estamos assistindo. Os próprios líderes desse movimento pretendem que este seja o “Mega MST” da história. Por aí se percebe quais são realmente os interesses dessas pessoas.

Como toda ação provoca uma reação, é normal esperar uma atitude a altura dos fazendeiros, o que não vai ser bom para ninguém.

Se os poderes existentes e a sociedade não se unirem para resolver este sério problema, as coisas tendem a piorar, indo em direção a conflitos armados entre as partes interessadas.

Quando não se respeita a propriedade alheia, ocorre aquilo que nossos ancestrais pátrios, os índios, da tribo Cinta-larga, promoveram contra garimpeiros que invadiram a reserva indígena Roosevelt, na cidade de Espigão D’Oeste, em Rondônia, onde mataram 29 garimpeiros que extraiam ilegalmente diamantes em suas terras.

São conflitos dessa natureza que precisam ser evitados, pois ninguém gosta de ver a destruição de suas cercas, culturas, animais e casas.

Seriam manifestações legítimas essas do MST?

Seriam sim, se fossem executadas dentro da lei e em prol de trabalhadores rurais legítimos, com vontade agrícola produtiva. Infelizmente, tornou-se um movimento político, criado anos atrás.

Uma coisa é o direito à reforma agrária, e temos visto empenho nessa área, outra bem diferente é invadir terras alheias.

O que mais precisamos hoje, e urgentemente, é o respeito, principalmente para com a vida e as coisas do próximo.

A minha esperança é que índios e brancos, ricos e pobres, cultos e iletrados, convivam em paz e harmonia, dentro dos limites da ética e da responsabilidade.