Blog do Prisco
Coluna do dia

Agilidade no STF

Baixada a poeira inicial com a morte trágica do relator da Lava Jato no STF, ministro Teori Zavascki, a sociedade pressiona, à luz do dia, de várias maneiras, para que o ritmo dos processos sofra o menor prejuízo possível. Nos bastidores, contudo, longe dos holofotes, há um turbilhão de interesses pressionando as autoridades envolvidas diretamente, como a presidente da Corte, Cármen Lúcia, e o presidente da República, Michel Temer.

Chamada de delação do fim do mundo, os acordos firmados por 77 ex-executivos da Odebrecht seguem nas mãos dos juízes que compunham a equipe de Teori. Neste sentido, a presidente do Supremo contou com o apoio do Ministério Público, na pessoa de seu chefe, Rodrigo Janot, que oficiou o Judiciário para possibilitar o andamento dos trabalhos.

É um bom recomeço, mas o caminho ficou tortuoso com o sumiço do homem que estava por dentro de todos os detalhes das delações e demais desdobramento da Lava Jato no âmbito do STF. Há um gigantesco ponto de interrogação pairando sobre a  maior operação anti-corrupção da história mundial!

 

Rei posto

Embora se respeite a dor da família, urge que seja nomeado, com a máxima celeridade, o substituto do ministro morto. Há um catarinense no páreo. Jorge Mussi, titular do STJ, tem excelente currículo e trânsito nos meios jurídicos e políticos. Neta de um catarinense, o ex-ministro Luiz Gallotti, que atuou na corte suprema por 25 anos, Isabel Gallotti, hoje também atuando no STJ, em Brasília, está igualmente bem cotada. O pai dela também foi  ministro do Supremo. Há outros nomes no páreo.

 

Sustentáculos

Havia dois juízes catarinenses na equipe de Teori. Por ora, eles  estão mantidos no trabalho. Um deles, aliás, foi cedido por Jorge Mussi ao conterrâneo agora falecido. Zavascki nasceu em Faxinal dos Guedes, no Oeste, mas construiu toda sua carreira no Rio Grande do Sul, onde foi velado e sepultado.

 

Últimos movimentos

Tudo muito bem encaminhado para as eleições à presidência do Senado, da Câmara e da Alesc, todas já na semana que vem. Ligado a Renan Calheiros  e também peemedebista, Eunício Oliveira deve substituir o amigo. Na Câmara, só uma hecatombe tira a reeleição de Rodrigo Maia, inclusive com apoio – em troca de cargos generosos – de petistas e comunistas (PCdoB).

 

Silvio e Aldo

O cenário é semelhante na Alesc, onde Silvio Dreveck (PP) e Aldo Scheneider (PMDB) têm tudo para serem eleitos presidente e vice, respectivamente. Em 2018, foi acertada a inversão das funções. Em relação ao progressista, o movimento também tem vistas a 2018, quando o PP estará com o PSD no projeto majoritário estadual. Já no caso de Aldo, a questão partidária pesou menos. Ele foi leal a Gelson Merísio, além de ser muito articulado. O presidente que está passando o bastão costurou  para que dois dos melhores quadros do Parlamento Estadual assumam o comando.

 

Açodamento e vandalismo

É verdade que o prefeito da Capital, Gean Loureiro, começou seu mandato com o pé fundo no acelerador. Não houve tempo para debater o pacotaço da reforma administrativa. Mas também é verdade que se ele não mexer fundo agora, não fará mais nenhuma mudança significativa, caindo na armadilha que inviabilizou seu antecessor. E nada disso justifica o vandalismo, a selvageria praticada por “servidores” e líderes sindicais, que agrediram profundamente a democracia. Fizeram muito bem as forças de segurança, atuando com firmeza para restabelecer  a ordem na sessão de terça-feira.

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