Tenho acompanhado discussões que, não raro, partem de premissas equivocadas .
Em nome de uma “união da direita”, por exemplo, tenho observado pedido de apoio só a Flavio em detrimento de Zema e outros.
Ora, a razão de ser do segundo turno é possibilitar a escolha realmente livre no primeiro, ainda, que recaia em não favoritos, justamente porque apenas no segundo turno a questão fica entre dois nomes.
Só se acaba a eleição no primeiro turno, se alguém fizer cinquenta por cento mais um dos votos válidos.
Logo, o espraiamento dos votos em primeiro turno é útil sim para se tenha um segundo turno.
Querer impor um nome único, seja para direita, seja para esquerda, já em primeiro turno pode desestimular o eleitor de comparecer às urnas.
Lembrem-se que 20.9% dos eleitores brasileiros sequer foram votar em 2022, numa eleição que se resolveu por 0.9%.
Logo, o ataque às urnas e a truculência com simpatizantes de outras candidaturas fora do espectro dos favoritos tende a afastar as pessoas das urnas, tal qual em 2022.
É isso que os senhores (as) desejam?
Não for isso, gentileza manter o respeito aos apoiadores das candidaturas por ora menores, mas que podem decidir as eleições no último turno, sob pena da falácia do “voto útil” se transformar em inútil, em não-voto, dada a aporrinhação de quem quer impor suas ideias (e seus candidatos) a quaisquer custos.
Lembrem-se, eleitor se conquista no argumento, não na pressão, até porque, felizmente, o voto é secreto (malgrado ignorantes ou mal intencionados sejam contra essa prerrogativa pétrea e centenária).
Pensem nisso.
Boa semana.
Ralf Guimarães Zimmer Júnior
Defensor público e candidato a governador pelo PRD





