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Coluna do dia

Bolsonaro, PSL e o Aliança

Passada uma semana das eleições municipais deste ano, o assunto preferido de 11 em cada 10 políticos, nos bastidores, é a próxima eleição. A majoritária de 2022.
Em 2018, Jair Bolsonaro “alugou” o então desconhecido e nanico PSL na undécima hora e insuflou uma onde histórica de votos no 17. Que não se repetirá. Primeiro, porque o maior catalisador de votos daquele pleito foi a imensa, enorme, gigantesca insatisfação da maioria do eleitorado com as esquerdas e o MDB governando por 16 longos anos.
Ou seja, Bolsonaro teve como maior mérito encarnar o anti-Lula, anti-esquerdas. Não tinha currículo nem estatura, até então, para chegar à Presidência.
Segundo porque o presidente não está mais filiado ao PSL. O partido, daqui a dois anos, deve voltar para a esfera das pequenas legendas. Talvez, no máximo, retorne à condição de nanico.

Compasso de espera

Ao bater de frente com o comando nacional do PSL, Jair Bolsonaro liderou um segundo movimento, em 2019, de debandas do partido. Muitos deputados, federais e estaduais, ainda não desembarcaram por conta do impedimento legal. Mas é questão de tempo.

Natimorto

Nessa toada, o presidente chegou a se empolgar e a anunciar a criação de um novo partido, o Aliança Pelo Brasil. Há grupos de WhatsApp, páginas na internet, enfim. Mas o Aliança, ao que tudo indica, é natimorto. Não sairá do papel.

Bom filho

Então qual será o futuro partidário de Jair Bolsonaro?
O nome da vez é o tradicionalíssimo PP, sigla pela qual o mandatário número 1 da nação já militou há muito tempo atrás.

Insistência

O presidente nacional dos pepistas, Ciro Nogueira, tem dito que já convidou Bolsonaro para voltar ao PP várias vezes. Também diz que ele vai se reeleger em 2022. Bom, isso quem vai definir é o eleitor. A ida de Bolsonaro ao partido, por óbvio, fortaleceria o PP. Mas não significa que o “time” Bolsonaro nos quatros cantos do país vai migrar junto com o presidente.

Sem noção

Está muito claro que Bolsonaro está cuidando da reeleição dele. Que muita gente que se elegeu em 2018 não “vingou” no dia a dia, seja nos âmbitos dos mandatos ou na convivência partidária, onde sobraram brigas e faltaram os velhos e bons votos nas urnas este ano.

Frase

“Sempre. Sempre. É um desejo enorme. Se nós estamos no projeto político é um sonho ter o presidente no partido. Ele diz que tem muita saudade do partido.” Arthur Lira, candidato à presidência da Câmara, sobre o “sonho” de contar com Jair Bolsonaro nas fileiras do PP.

Desinteresse generalizado

Mais de 4 milhões de eleitores foram às urnas no último domingo escolher prefeitos e vereadores que assumirão os executivos e legislativos municipais em Santa Catarina a partir de 2021. Com base em dados do Tribunal Regional Eleitoral – TRE Santa Catarina, o eleitorado no estado é de 5.205.931. A pandemia e também o desinteresse fez com que a abstenção chegasse a 22,47% nesta eleição, mais de um milhão de pessoas deixaram de comparecer às urnas. Número maiores do que a última eleição municipal em que 13% dos catarinenses haviam deixado de votar.

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