Blog do Prisco
Manchete

Cadê as UTIs?

No dia 18 de julho, Santa Catarina estará completando quatro meses de quarentena em função da pandemia.
E a grande, preocupante, discussão dos últimos dias é a possibilidade de colapso no sistema de saúde e a falta de leitos de UTI.
Pois muito bem, ainda lá em março, começo de abril, estava em curso uma fraude que atendia pelo nome de Hospital de Campanha. Seriam 200 leitos de UTI em Itajaí. O negócio era deveras nebuloso. Ao contrário do caso dos respiradores, o projeto foi suspenso por ordem do governador, depois que o próprio Tribunal de Justiça mandou colocar a iniciativa em stand by.
O projeto  como foi concebido e vinha sendo conduzido iria certamente promover outra lesão aos cofres estaduais. Fizeram bem o Judiciário e o governador em suspender o hospital de campanha. Isso é uma coisa.

Emergência urgente
A ampliação da oferta de UTIs em Santa Catarina já havia sido projetada em decorrência da emergência sanitária desde o começo desta tragédia. Isso não mudou. E agora estão as autoridades todas buscando uma solução de afogadilho, de emergência, dentro de um quadro de urgência! Não dá pra entender.

Gato comeu?
Há muitos erros, mas o maior deles é do governo do Estado. Não prosperou o hospital de campanha e daí se noticiou que o governo iria distribuir os tais 200 leitos em todas as regiões. O que houve, quatro meses depois? Onde estão as UTIs?

Responsabilidades
Prefeitos em muitos casos também não tiveram a visão e a firmeza necessárias em todas as frentes. Na Grande Florianópolis, finalmente eles perceberam que é preciso buscar convergência e unidade.

Mesma língua
Ainda ontem, estava previsto um novo decreto, unificado nos mesmos termos, para os quatro principais municípios: Florianópolis, São José, Palhoça e Biguaçu. Registre-se que essa unidade poderia ter vindo antes.

Ideologia X vida
Outro ponto: todo dia agora pipocam notícias sobre o uso de hidroxicloroquina liberado por prefeituras. Aplausos. Mas novamente, porque não fizeram antes? Renomados médicos de São Paulo tomaram o medicamento. O governador Moisés já declarou que fez uso. E o presidente Jair Bolsonaro – que errou muito em sua conduta pessoal, dando péssimos exemplos ante a pandemia – defende a aplicação desta substância desde o início. Isso é preciso reconhecer.

Ideologia x vida 2
A rede hospitalar privada também oferta a hidroxicloroquina há tempos. E a rede pública, nem pensar. Por que? Ideologias, projetos políticos, preferências partidárias estão sendo colocadas acima da saúde de toda uma sociedade? Neste caso, atingindo mais diretamente as camadas menos favorecidas? É o fim do mundo! Mas ao que tudo indica é o que aconteceu e segue acontecendo neste país.

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