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Campeões nacionais

Enquanto a imprensa nacional se apressou em colocar em destaque o acordo de leniência (a delação premiada versão pessoa jurídica) da J&F, com multa de R$ 10,3 bilhões a serem pagos em 25 anos, o senador Álvaro Dias, um dos congressistas que esmiuçou os empréstimos bilionários e camaradas nas gestões Lula da Silva e Dilma Rousseff, chegou a um número verdadeiramente espantoso: em seis anos, entre 2008 e 2014, a União mandou para as arcas do BNDES R$ 716 bilhões. Bolada, maior do que muitos PIB’s nacionais da América do Sul, captada junto ao sistema financeiro, com juros de mercado. Ou seja, os empréstimos que a viúva paga por estas operações têm juros anuais de 14,25% ao ano.

Mas os chamados “campeões nacionais (como o PT batizou essa política de fomento a empresas brasileiras para que expandissem seus negócios internacionalmente)”, entre eles a Odebrecht e a JBS, pegaram os bilhões a juros variando entre 5% e 6% ao ano. Nem na China se viu um negócio assim!

  A conta, por favor

O senador paranaense apresentou o tamanho da conta ao distinto público. A diferença entre os juros que a União paga e os que as empresas pagam chega a R$ 184 bilhões em desfavor dos cofres públicos. Segundo Dias, a conta deve estar quitada em 2060! Depois que o petrolão fez o mensalão parecer negócio de estudantes primários, agora o BNDES tem tudo para transformar a pilhagem à Petrobras em coisa de batedores de carteira.

 Violência

O assassinato de dois delegados da Polícia Federal do Rio de Janeiro, quarta de madrugada, em Florianópolis, aparentemente tem componentes típicos de uma briga entre desconhecidos em casa noturna.

Mas o fato de um deles ter aberto o inquérito que investiga a morte do ex-ministro Teori Zavascki, que era o relator da Lava Jato no STF, por óbvio, torna o caso mais delicado ainda.

Dúvidas

Também porque, até prova em contrário, não é muito comum dois delegados federais serem assassinados na mesma hora e local. Teria apenas um homem dado cabo de dois policiais experientes, por mais adestrado que o matador possa ser? E tudo isso por causa de uma briga de boteco? Estas e tantas outras perguntas devem ser respondidas durante o inquérito sobre o caso, que terá o acompanhamento da mídia e da sociedade.

Condenação

Acolhendo os pedidos do Ministério Público Federal e do Ministério Público de Santa Catarina, o Tribunal Regional Federal da 4ª Região confirmou a condenação dos ex-prefeitos de Joinville Marco Tebaldi  e Luiz Henrique da Silveira a ressarcir os cofres públicos por atos de improbidade administrativa referentes à instalação e manutenção do Balé Bolshoi em Joinville, a partir do ano de 1999. No despacho, o juiz estabeleceu a devolução de R$ 2,6 milhões aos cofres municipais.

 Aviso

Relator das contas do governo estadual de 2016, o conselheiro Luiz Roberto Herbst, o Betinho, apresentou relatório pedindo a rejeição da gestão fiscal do ano passado. Avaliou que o governo não cumpriu a legislação que obriga a aplicação de 25% do Orçamento na Educação e também a polêmica das pedaladas fiscais, que são maquiagens contábeis para manipular a realidade financeira de empresas e instituições públicas. Em plenário, a tendência era pela aprovação ontem à tarde. Mas ficou o alerta para o Centro Administrativo.

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