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Cannabis medicinal, sim! Uso recreativo, não!

 

O debate sobre a cannabis tem ocupado cada vez mais espaço na sociedade brasileira, o que é necessário e importante para todos.

Entretanto, é fundamental separar duas situações completamente distintas: o uso medicinal da cannabis e o uso recreativo.

Misturar os dois temas apenas contribui para a desinformação e dificulta a construção de políticas públicas responsáveis e legais.

A cannabis medicinal representa um importantíssimo avanço da ciência e da medicina, uma descoberta que trás benefícios a um número gigante de pessoas doentes, que precisam encontrar um tratamento eficaz e acessível.

Diversos estudos vem demonstrando benefícios terapêuticos para pacientes que sofrem de epilepsia, dores crônicas, esclerose múltipla, autismo, Parkinson e tantas outras enfermidades.

Em muitos casos, alguns dos referidos medicamentos, vem de acordo com relatos de pacientes, proporcionando melhor qualidade de vida, redução do sofrimento e esperança para famílias que já haviam esgotado outras alternativas de tratamento.

Negar o acesso a esses medicamentos seria então fechar os olhos para o desenvolvimento científico e para o direito dos pacientes de buscar tratamentos eficazes, acessíveis e seguros, sempre sob acompanhamento médico.

Portanto, defender a cannabis medicinal é defender a saúde, a pesquisa científica e a dignidade humana.

Por outro lado, a defesa do uso recreativo da maconha envolve uma discussão totalmente diferente.

O consumo da droga para fins não terapêuticos continua sendo motivo de grande preocupação para especialistas em saúde pública, educadores, famílias e de todos os profissionais que atuam na prevenção da dependência química.

Diversas estudos científicos afirmam que o uso frequente da maconha pode afetar a memória, a capacidade de concentração, o desempenho escolar e profissional, especialmente entre adolescentes e jovens, visto que o cérebro ainda está em pleno desenvolvimento.

Além disso, o consumo pode potencializar riscos de transtornos psiquiátricos em pessoas predispostas e servir como porta de entrada para outros comportamentos de elevado risco.

Não podemos “fechar os olhos” para os impactos sociais decorrentes da banalização do consumo de drogas.

O Brasil já enfrenta enormes desafios relacionados ao alcoolismo, ao tabagismo e às drogas ilícitas. A ampliação do uso recreativo tende a aumentar a demanda por serviços de saúde, assistência social e segurança pública.

É perfeitamente possível e necessário defender o uso medicinal da cannabis sem apoiar sua utilização recreativa.

Aliás, essa posição equilibrada e responsável, tem sido adotada por muitos médicos, pesquisadores e entidades da área da saúde. O compromisso deve ser com a vida, com a ciência e com a proteção das futuras gerações.

Precisamos garantir acesso aos medicamentos para quem deles necessita, incentivar pesquisas sérias e ampliar o conhecimento da população sobre os benefícios terapêuticos da cannabis.

Ao mesmo tempo, devemos ampliar, fortalecer as políticas de prevenção ao uso de drogas, especialmente entre crianças e adolescentes.

Cannabis medicinal, sim !
Uso recreativo, não !

Essa é uma posição que concilia compaixão, responsabilidade, compromisso com a saúde pública, desenvolvimento social e a garantia de uma sociedade: Justa, com Dignidade e Progresso.