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Reeleito, Udo Döhler pode ser alternativa no PMDB

Deputados, lideranças, prefeitos, vereadores e militantes do PMDB começam a considerar um nome até agora não cogitado para a disputa majoritária estadual de 2018, que pode ser a saída para o partido. Prefeito de Joinville, Udo Döhler pode ser avaliado como um tertius, uma alternativa para unir a sigla e encarnar o perfil de Luiz Henrique da Silveira, considerando um viés de arrancada, já que a base eleitoral pode garantir 100 mil votos de dianteira. Desde que o empresário, guindado ao comando da maior cidade do Estado por LHS, conquiste a reeleição no ano que vem.

Para isso, vai ter que derrotar o candidato do PSD, provavelmente Darci de Matos, com apoio do PSDB de Marco Tebaldi. A leitura que peemedebistas credenciados começam a fazer é a de que  Eduardo Moreira, Mauro Mariani e Dário Berger passam ao largo do legado de Luiz Henrique da Silveira, notadamente pela bagagem eleitoral e pelo lustro cultural que o ex-senador acabou acumulando.

 

 

Eleitorado decisivo

Joinville foi fundamental na trajetória de LHS. Em 2002, então azarão, ele abriu mais de 100 mil votos na cidade sobre Esperidião Amin, margem fundamental para desbancar o governador da época, que buscava a reeleição. Em 2006, os votos joinvilenses a favor do representante da terra também evitaram maiores sobressaltos, mesmo com o pleito sendo decidido no segundo turno.

 

 

Colombo desfrutou

Margens semelhantes no eleitorado de Joinville, Luiz Henrique também conseguiu a favor do pupilo, Raimundo Colombo, em 2010 e 2014.

 

 

Necessidade

Sem Luiz Henrique, Udo Döhler começou a ter mais vida política e partidária. Semana passada, o prefeito almoçou com a bancada do PMDB, sinalizando claramente para uma aproximação.

 

 

Patrimônio

Considerando-se as vitórias que LHS conquistou no Norte e que foram decisivas, há quem rememore que Eduardo Pinho Moreira não consegue nem se aproximar de 100 mil votos de frente em Criciúma. Até porque, o colégio eleitoral é bem menor.

 

Passou raspando

O mesmo raciocínio vale para Dário Berger, que amargou derrotas acachapantes em Florianópolis e São José em 2012. Na corrida ao Senado no ano passado, o hoje peemedebista venceu Paulo Bornhausen na Capital por míseras dezenas de votos. Já Mauro Mariani foi prefeito de Rio Negrinho, cidade pequena, e ainda não tem lastro para repetir LHS em Joinville.

 

 

Desconfiança

Dário Berger poderia até encarnar o perfil de um candidato a governador mais popular pelo PMDB. O problema é a desconfiança generalizada na turma do Manda Brasa. O senador do PMDB nunca criou raízes por onde passou. Está em seu sexto partido.

 

 

O silêncio de Elizeu 

A quem interessar possa, a coluna informa que não reproduziu qualquer declaração do prefeito afastado de Lages, Elizeu Mattos, na coluna de ontem. Os jornalistas não tiveram contato com ele e reproduziram informações repassadas por interlocutores do peemedebista.

 

 

Degola

Em Balneário Camboriú, o prefeito Edson Piriquito, que anda completamente sumido, exonerou todos os cargos que o PR tinha na prefeitura. Incluindo duas secretarias: a subprefeitura do Sul da cidade, que era ocupada pelo vereador Eliseu Pereira, e pasta de Desenvolvimento e Inclusão Social, que era pilotada por Luiz Maraschin, também  guilhotinado. O prefeito emparedou os republicanos, exigindo a transferência do grupo para o PMDB. Diante da negativa, exonerou todo mundo. Para “alegria” do deputado federal Jorginho Mello, presidente estadual do PR.

 

 

Empresa alemã próxima de SC

O retorno da comitiva catarinense em missão pela Europa trouxe boas perspectivas. Além do certificado que confirma Santa Catarina como área livre da peste suína, recebido em Paris, a empresa Kromberg & Schubert, indústria alemã de chicotes elétricos automotivos, também ficou mais perto de Mafra, no Planalto Norte catarinense. O martelo ainda não foi batido. Os encaminhamentos prosseguem.

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