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O desastre da reforma

Integrante da comissão especial que elaborou o relatório sobre a reforma política – aquele que foi jogado no lixo pelo presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB) -, deputado Esperidião Amin (PP) avaliou que o comandante da Casa deu um tiro no pé ao manobrar para votar as mudanças diretamente em plenário. Sofreu uma sonora derrota, que sepultou o chamado distritão (que só elegeria os mais votados, acabando com os votos na legenda) e manteve o financiamento de campanha como está. Cunha defendia o distritão e mudanças na forma de bancar as campanhas, com uma visão do empresariado que o apoia.

Para Amin, o projeto que substituiu o da falecida comissão, apresentado pelo carioca Rodrigo Maia (DEM), é absolutamente inconsistente.

Principalmente no que tange à cláusula de barreira, necessária para acabar com os partidos de aluguel. O democrata sugeriu que ficariam fora do fundo partidário as legendas que não contassem com um senador ou um deputado. A proposição não tem cabimento. Em um país do tamanho do Brasil, com 26 estados, mais o Distrito Federal, o caminho correto é impor um número X de votos em pelo menos nove unidades da federação. Quem não atingir o coeficiente, dá adeus à farra.

A cláusula de barreira é um dispositivo fundamental para uma mudança significativa, brecando a promiscuidade partidária que hoje impera no país, onde há 40 partidos, sendo 26 com representação na Câmara.

Outro ponto fundamental para não sepultar de vez a reforma é o fim das coligações proporcionais. Mas pelo visto, os nobres representantes do povo não querem mexer em nada no sistema que os elegeu e os mantém como uma casta de privilegiados.

 

Presença 

Deputada Carmen Zanotto (PPS) também integrou a comissão especial que elaborou um projeto consistente de reforma política, mas que foi enterrado por Eduardo Cunha.

 

 

Recorde 

A greve dos professores em Santa Catarina já é a mais longa da história. Completou 64 dias, superando a de 2011, embora a adesão seja baixa. Ontem, o desembargador Jorge Borba concedeu liminar impedindo o Estado de contratar professores substitutos.

 

 

PT contra 

“O financiamento empresarial das campanhas políticas é a raiz da corrupção no setor público. Em todos os casos de corrupção, de partido ‘A’ ou ‘B’, estão envolvidas empresas privadas que tem interesses em contratos com o setor público.” Do deputado Pedro Uczai, acompanhando a orientação da bancada petista, de votar contra o financiamento privado de campanhas eleitorais.

 

 

Aliás 

A derrota de Eduardo Cunha e Renan Calheiros no Congresso significou, enfim, uma grande vitória do PT.

 

 

Pacto federativo 

O presidente do Fórum Parlamentar do Pacto Federativo, deputado Fernando Coruja (PMDB),  e o relator, deputado Leonel Pavan (PSDB), entregaram, ontem, ao presidente em exercício da Assembleia Legislativa, Aldo Schneider (PMDB), as cinco propostas que alteram o Pacto Federativo, elaboradas pelos integrantes do Fórum, iniciando assim a tramitação na Casa.

 

 

Distritão

Deputado federal Rogério Peninha  Mendonça (PMDB) chegou a fazer campanha nas redes sociais a favor do distritão na reforma política. A medida não passou por obra do correligionário do catarinense, Eduardo Cunha. Peninha defende o modelo para “acabar com o efeito Tiririca.”

 

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