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Coluna do dia

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Ambiente político está muito complicado no Sul

Não convidem o governador Raimundo Colombo para ir ao Sul do Estado. O clima na seara política e social por aquelas bandas está tenso, complicado.  Há vários fatores que corroboram neste sentido. Eduardo Pinho Moreira, o vice-governador, está em Nova Iorque em um curso de inglês. O próprio Colombo ficou praticamente três meses sem receber os oito deputados estaduais (de diversos partidos) que representam a região. Semana passada, ele marcou a audiência e ontem mandou desmarcar, alegando problemas de agenda. Até faz parte. Mas a comunicação ao grupo sulista não partiu diretamente do governador, gerando mais mal-estar.

Na segunda-feira, o esperado Aeroporto de Jaguaruna foi inaugurado. Raimundo Colombo não apareceu. Estava com Dilma Rousseff no Oeste. Beleza. O curioso é que  na mesma hora houve forte manifestação dos professores no terminal, impedindo inclusive a solenidade de estreia. A adesão da greve do magistério no Estado é pequena no Estado. O Sul é justamente onde a mobilização é mais musculosa.

O prefeito de Criciúma, Márcio Búrigo, está muito chateado. Ele é do PP e apoiou a reeleição do atual mandatário estadual. Ficou mal dentro do partido, pois o PP compôs chapa majoritária com o tucano Paulo Bauer. Búrigo foi seduzido, ano passado, pela promessa de repasses na casa dos R$ 50 milhões para obras e ações no maior município do Sul. O mês cinco de 2015 se aproxima e ele ainda não recebeu um centavo sequer.

 

 

Assassinato gera revolta

Não bastasse tudo isso, na madrugada de terça-feira, uma médica de 35 anos foi assassinada a sangue frio na região central de Criciúma. Mais revolta e comoção. A partir do  contexto sulista, a leitura a seguir vale para o governo como um todo. A sensação  é que o Centro Administrativo encontra-se em um momento de letargia.  O projeto do magistério segue engavetado na Secretaria de Educação e não vai para a Assembleia, irritando deputados. Não há negociações, não há articulação, a base aliada segue desarticulada, transmitindo a sensação de que o governo ficou ao relento. Na definição de uma cabeça coroada da política estadual: “está tudo muito estranho.”

 

Privatização

Engenheiro Vissilar Pretto, superintendente do DNIT em Santa Catarina, confirmou que a BR-153, no Extremo Oeste, e o trecho da BR-282, compreendido entre Irani e Chapecó, serão incluídos no lote de concessões (privatizações) do governo federal no segundo semestre deste ano.

 

E a 470?

Vissilar Pretto disse ontem que o atraso para que o projeto saísse do papel  torna a situação “enrolada”. Com o passar dos anos, a rodovia passou a fazer parte de áreas urbanas. Isso encarece as desapropriações e a liberação de licenças ambientais. Não há previsão para o andamento das obras, que começaram ano passado e seguem a passos de tartaruga.

 

 

Ligação estratégica

Durante reunião com oito prefeitos do Planalto Norte de SC, em agenda organizada pela Amplanorte, Vissilar Pretto, do DNIT, foi cobrado sobre a ligação entre o Vale do Itajaí e o Planalto Norte. Mas a obra, por ora, não está entre as prioridades do órgão federal. No governo do Estado, até se fala no assunto. O problemas são os recursos para sua viabilização.

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