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Cooperativas vão operar recursos dos Municípios

O presidente da Organização das Cooperativas do Estado de Santa Catarina (OCESC) Luiz Vicente Suzin festejou a conquista de uma antiga aspiração do cooperativismo: a autorização para as cooperativas de crédito gerirem recursos dos Municípios. Essa reivindicação vem sendo defendida pela Ocesc, pela Organização das Cooperativas Brasileiras (OCB) e pela Frente Parlamentar do Cooperativismo (Frencoop) junto ao Banco Central.

O Projeto de Lei Complementar (PLP) 100/2011, que permite que as cooperativas de crédito possam captar depósitos de prefeituras e de outros entes públicos municipais, foi aprovado nesta semana no plenário da Câmara dos Deputados, com 363 votos e apoio de praticamente todas as bancadas partidárias.

O empresários Luiz Suzin é o presidente da Ocesc
O empresários Luiz Suzin é o presidente da Ocesc

O PLP 100/2011 possibilita que milhares de municípios brasileiros sejam alavancados por meio das cooperativas de crédito, que poderão gerir as disponibilidades de caixa de entes públicos municipais, ou seja, administrar os recursos não carimbados de Prefeituras, como a folha de pagamentos de servidores públicos e recursos arrecadados de IPTU, IPVA e ISS, dentre outros.

O Conselho Monetário Nacional (CMN), com a participação do Banco Central, Ministério da Fazenda e Ministério do Planejamento, regulamentará os critérios e a relação entre cooperativas de crédito e entes públicos municipais, inclusive pelo estabelecimento de critérios prudenciais para trazer segurança jurídica a estas operações. A proposta delimita as operações entre cooperativas e Prefeituras à captação de depósitos, não permitindo direcionamentos dos recursos para aplicações de risco e afastando a necessidade de filiação ou associação de órgãos do poder público à cooperativa.

“A matéria, além de incentivar a livre concorrência entre instituições financeiras para o recebimento de verbas federais, promove, por meio das cooperativas de crédito, a utilização dos recursos arrecadados pelos municípios na própria comunidade, evitando a evasão de divisas de pequenos e médios municípios para grandes centros urbanos. Ou seja, ganham todos: as Prefeituras, as cooperativas e a própria comunidade”, expõe o presidente da Ocesc.

Suzin destacou que o ramo de crédito, em Santa Catarina, apresenta o maior número de associados e a segunda posição em movimento econômico no contexto do cooperativismo barriga-verde. As 62 cooperativas de crédito reúnem 1 milhão 389,4 mil cooperados, mantêm 7.356 empregados e movimentaram R$ 5 bilhões e 26,5 milhões de reais no último ano.

            Observou que o cooperativismo de crédito é essencial não só para os produtores rurais e demais atores do setor agropecuário, mas também para o acesso ao crédito a pequenos e médios negócios nas cidades.

            FORÇA NACIONAL

            Distribuídas por todo país, as cooperativas de crédito, instituições financeiras sem fins lucrativos, reguladas e fiscalizadas pelo Banco Central do Brasil (BCB), reúnem mais de 9 milhões de cooperados, com ativos, em 2017, na ordem de R$ 220 bilhões, depósitos de R$ 103 bilhões e empréstimos de R$ 81 bilhões. Estão presentes e estruturadas em aproximadamente 95% dos municípios, com mais de 5,5 mil pontos de atendimento.

 

Foto>Presidente da Ocesc, Luiz Vicente Suzin – Crédito: Emanuelle Gomes Queiroz

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