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Coluna do dia

Corda no pescoço

Corda no pescoço

Havia um ano e meio que Dilma Rousseff não chamava os notáveis do Conselhão, que existe, em tese, para apontar rumos ao governo e ao país. A presidente só o fez porque até ela mesma, pasmem, está percebendo que a corda está no pescoço e vai apertando a cada dia  mais.  Daria até uma pontinha de ânimo, pois Dilma até ouviu a fala de algumas das estrelas do colegiado. Mas, ao final do encontro, ficou claro que seu único objetivo era conquistar apoios fundamentais para a aprovação da reforma da previdência, cuja proposta vem tarde, mas antes tarde do que nunca; e a ressurreição da famigerada, obsoleta e tirana CPMF!

Apesar da gritaria imediata de entidades sindicais, mudar o sistema previdenciário do país é urgente. Evidentemente que o corpo social não pode ser punido, bancando aposentadorias a pessoas com 54 anos, gozando de plena saúde. Outro ponto completamente sem cabimento são os reajustes de pensões acima dos índices inflacionários. O mesmo raciocínio vale para o pagamento de benefícios a viúvas e depois a filhos de funcionários que faleceram. Uma distorção que estoura qualquer contabilidade. Nenhum país, aliás, aguentaria este ônus.

Xô, CPMF!

Já a CPMF tem tudo para voltar. E ainda no primeiro semestre de 2016, como quer o governo, que já começaria a fazer receita na segunda metade do ano. O cenário é cristalino: a partir das restrições de doações empresariais para as campanhas eleitorais, não haverá dinheiro privado para os candidatos. As doações de pessoas físicas são minguadas. E o caixa dois? Está todo mundo com medo. Basta lembrar que o príncipe do empresariado brasileiro, Marcelo Odebrecht, está preso há 7 meses no contexto da Lava Jato!

Fonte única

Restam os cofres públicos. Se eles forem irrigados com a mina de oura chamada CPMF, deputados e senadores podem ser agraciados com  emendas parlamentares destinadas aos municípios. Seria a tábua de salvação a projetos políticos de candidatos a prefeito e a vereador, que serão estratégicos para as reeleições dos próprios deputados. É um típico trem da alegria enquanto o país afunda a cada dia. Sem falar que a esmagadora maioria das prefeituras está falida.

Merísio 50

Deputado Gelson Merísio, presidente da Alesc, reúne um seletíssimo grupo neste sábado, 30, em seu apartamento, no Centro da Capital. Entre os convivas, figuras do calibre de Raimundo Colombo, Esperidião Amin, Jorge Konder Bornhausen, Paulo Bauer e Décio Lima. Vão comemorar os 50 anos de vida do pessedista, completados justamente neste dia 30.

PMDB, não!

Detalhe: a exemplo do que ocorreu no começo do mês, quando Merísio promoveu um churrasco com dominó em Jurerê, absolutamente nenhum peemedebista foi convidado. Sintomático.

Governo comemora

Ao mesmo tempo em que melhoram a infraestrutura catarinense, o bom andamento das obras públicas também dinamiza a economia gerando mais empregos nas diferentes localidades do Estado, defendeu o governador Raimundo Colombo em reunião do colegiado pleno esta semana.  Diante disso, reforçou a importância de manter o bom ritmo dos trabalhos em andamento.

Metade do caminho

Já o secretário de Planejamento do Estado, Murilo Flores, afirmou que o Pacto por SC atingiu a marca de 50% de recursos aplicados (pagamentos acumulados), percentual que deve subir para 70% até o final de 2016. “O Pacto tomou velocidade e está dando os resultados esperados”, destacou Flores.

Previsões

Entre as obras a serem concluídas neste ano, Flores citou a construção de 19 novas escolas e a ampliação e reforma de outras 75 unidades; a entrega das obras do Hospital Regional do Oeste, de Chapecó, do Hospital São Paulo, de Xanxerê, e de ampliação do Cepon, de Florianópolis; além de melhorias e duplicações de estradas. Na área de segurança pública, destaque para a conclusão do Presídio Regional de Criciúma, do Case de Chapecó e do complexo de Segurança Pública, nova sede das corporações de setor em Florianópolis.

Tomara mesmo

A coluna está na torcida para que estas metas sejam cumpridas e cita um exemplo de obra completamente abandonada pelo governo: a Rodovia Antônio Heil, que liga Itajaí a Brusque. Na parte que cabe exclusivamente ao governo, as obras estão absolutamente paradas desde pelo menos o final do ano passado e o leito original da rodovia está totalmente esburacado e sem sinalização. Quase todos os trechos onde já estava colocada a primeira camada para a base das novas pistas estão cobertos pelo mato.

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