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Coluna do dia

Eleições nos tribunais

Embora o governador e a maioria dos deputados e um senador eleitos estejam cuidando do processo de transição política para assumirem os cargos, a eleição catarinense ainda não acabou.

Uma parcela significativa do pleito segue pendente nos tribunais, onde devem ocorrer definições nesta semana.

O notório Gilmar Mendes, ministro do STF, deve levar ao plenário da corte a novela João Rodrigues. O julgamento, se ocorrer entre esta segunda e sexta-feira, será decisivo. Em Brasília, fala-se abertamente que o placar deve ser de 6 a 5. Só não se sabe, obviamente, se contra ou a favor do deputado catarinense do PSD.

Em caso de vitória no Supremo, o pessedista pode assumir no lugar de Ricardo Guidi, seu correligionário. Mas isso depende de outro julgamento. Desta feita, no TRE. O tribunal eleitoral catarinense também deve definir, nesta semana, se valida ou não os votos de uma candidata petista a deputada federal.

 

Cumprindo tabela

Escalada somente para cumprir a cota de  mulheres, ela recebeu 491 votos. Muito preciosos para outra petista. Ana Paula Lima não foi eleita, em 7 de outubro, por um voto. Nela, na legenda ou em outro candidato. Portanto, se os quase 500 sufrágios de Ivana Laís, a candidata petista sub judice, forem validados, o PT garantirá mais uma cadeira na Câmara Federal, marcando a substituição de Décio Lima, o marido, pela esposa Ana Paula.

 

Senado

Também nesta semana que pode ser absolutamente decisiva, o TSE deve examinar o processo, da lavra do Ministério Público Eleitoral catarinense, que pede a impugnação do segundo suplente de Jorginho Mello, segundo mais votado na corrida ao Senado. A peça acusatória também solicita a cassação da chapa. Um interlocutor privilegiado na Capital federal avalia que são muito remotas as chances de Mello ser cassado.

 

Consistência

O processo todo foi montado em cima do segundo suplente de um candidato que fez mais de 1,1 milhão de votos. Esta mesma fonte privilegiada de Brasília indaga: o quê, por exemplo, a primeira suplente de Jorginho Mello, Ivete Appel da Silveira, tem a ver com isso tudo? Nada, obviamente. O processo interessa a Lucas Esmeraldino, o terceiro colocado na disputa pelo Senado e que ficou apenas 18 mil votos atrás de Mello. Mas a esta altura, é pouquíssimo provável que haja mudança no resultado que das urnas, o que poderia favorecer Esmeraldino.

 

Prisão e mandato

João Rodrigues, se vencer no STF, poderá deixar a prisão e vai reaver seus direitos políticos. O que o habilitariam a assumir como deputado federal novamente. Além de vencer no Supremo, essa reviravolta na vida do pessedista depende do julgamento que envolve Ana Paula Lima, que é deputada estadual em fim de mandato.

 

2020

Em caso de vitória de Rodrigues no STF e de Ana Paula Lima no TRE (e posteriormente no TSE, para onde o processo deve subir), o deputado do PSD ficaria apto, por exemplo, às eleições de 2020, quando poderia concorrer novamente a prefeito de Chapecó, cidade que já administrou por dois mandatos.

 

Números

Um fator que pode pesar favoravelmente a Ana Paula Lima são as votações dela (76,3 mil), de João Rodrigues (67,5 mil) e Ricardo Guidi (61,8 mil). No quadro atual, em que os três disputam a mesma vaga, o menos votado está eleito.

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