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Empresários e parlamentares querem eliminar as deficiências de infraestrutura

Apesar da grande contribuição que dá ao desenvolvimento econômico de Santa Catarina em razão de sua extraordinária produção agrícola, pecuária e industrial, o grande oeste é a região mais desassistida do território barriga-verde. As deficiências de infraestrutura penalizam as empresas e aumentam os custos de produção.

            Para formar uma frente em defesa do oeste, a Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (Facisc), com apoio da Associação Comercial e Industrial de Chapecó (Acic) e outras entidades empresariais, promoveu nesta semana, em Chapecó, encontro entre empresários, a vice-governadora Daniela Reihner e parlamentares estaduais e federais. O evento – chamado de Reunião Plenária Regional – ocorreu no CESEC e faz parte do calendário de ações do programa Voz Única que levantou as principais necessidades de cada região catarinense. Também participaram as associações empresariais do oeste, extremo oeste e noroeste.

            Os trabalhos foram coordenados pelo vice-presidente regional da Facisc, Maurício Zolet. Participaram os deputados federais Celso Maldaner, Caroline de Toni e Pedro Uczai e os deputados estaduais que integram a “Bancada do Oeste” Nilso Berlanda, Fabiano da Luz, Maurício Eskudlark, Padre Pedro Baldissera, Marcos Vieira, Romildo Titon, Luciane Carminatti, Altair Silva, Marlene Fengler, Mauro de Nadal, Moacir Sopelsa e Jair Miotto.

            O presidente da Facisc Jonny Zulauf considerou a reunião histórica em razão da presença de elevado número de parlamentares e empresários. Para ele, somente através de ações coordenadas entre poder público e a iniciativa privada será possível atender as reivindicações de cada região.

            A vice-governadora Daniela Reihner disse que é necessário se inspirar no cooperativismo – marca registrada do oeste catarinense – para buscar soluções para obras e serviços. Observou que a região sofre abandono há décadas e o novo governo assumiu há pouco mais de 60 dias e ainda não tem solução para todos os problemas. O prefeito de Chapecó Luciano Buligon observou que “o isolamento do grande oeste nos uniu”. Acredita, porém, que uma nova fase de cooperação iniciará com a articulação dos empresários, parlamentares e o governo do Estado.

            O presidente da Acic Cidnei Barozzi colocou que os problemas do oeste se arrastam por décadas, enquanto as administrações se sucedem e as soluções não chegam. Por isso, considera essencial os empresários e as lideranças regionais se envolverem cada vez mais nos assuntos de natureza pública, como a Acic Chapecó está fazendo com autoridades municipais, estaduais e federais.

         Barozzi mencionou o caso do Aeroporto de Chapecó cujos projetos para obras de ampliação e melhoria estavam paradas nas gavetas dos organismos públicos, mas, agora serão retomadas em face de articulações que a entidade manteve com o governo catarinense e com a Secretaria de Aviação Civil (SAC). O aeroporto é utilizado por mais de 100 municípios do entorno de Chapecó, inclusive do Rio Grande do Sul e do Paraná. Esse terminal aéreo recebe meio milhão de passageiros/ano e espera investimentos há décadas.

Outras importantes deficiências são as rodovias, o sistema de fornecimento de energia elétrica (é preciso ampliar e modernizar as linhas de transmissão elétrica para suportar novas demandas de energia) e o abastecimento de água. Na avaliação geral de empresários e parlamentares, o sistema rodoviário está deteriorado, as deficiências no fornecimento de energia elétrica comprometem a expansão industrial e, ao mesmo tempo, afetam milhares de propriedades rurais e o sistema de água requer urgente atenção.

O entrave é a limitação dos recursos. O deputado Marcos Vieira avaliou que só a SC 283 exigirá R$ 600 milhões para recuperação, mas, os recursos para investimentos nesse setor, pelo governo catarinense são de apenas R$ 2 milhões por mês.

            GARGALOS

            Os maiores gargalos ao desenvolvimento regional estão nas rodovias federais e estaduais. As urgências são revitalizar e implantar a terceira faixa na SC 283 (entre Concórdia e Itapiranga) e na BR 282 (trecho de São Miguel do Oeste ao entroncamento com a BR 470); melhoria da SC 157 (trecho São Lourenço do Oeste a Chapecó) e da BR 163 (trecho de Dionísio Cerqueira a São Miguel do Oeste); federalizar o trecho São Miguel do Oeste a Itapiranga e revitalizar a SC 161 de Campo Erê/Palma Sola a divisa com o Paraná e SC 305, Guaraciaba a São Lourenço do Oeste e os acessos de São José do Cedro e Princesa. Outras obras são a revitalização das rodovias SC 386 (de Iporã do Oeste a Palmitos) e a BR 158 (ponte do Rio Uruguai em Iraí/RS até o entroncamento na BR 282 em Maravilha).

            Os graves problemas com a malha rodoviária realçaram a necessidade de diversificação do modal, com a retomada dos estudos e projetos para implantação do sistema ferroviário que interligue o centro-oeste brasileiro ao oeste catarinense e aos portos catarinenses.

            Em face da lentidão para o desembaraço das cargas rodoviárias, os empresários querem a privatização da Aduana de Dionísio Cerqueira. Na área hospitalar, o pedido é aumentar o orçamento mensal para manutenção do Hospital Regional do Oeste (HRO) e o número de hospitais reconhecidos como sendo de média complexidade na região Oeste, além de equipar e ampliar os leitos do Hospital Regional de São Miguel do Oeste e criar uma unidade de referência para estudos e diagnóstico do câncer neste Hospital.

Ao final do encontro ficou definida a formação de equipes multidisciplinares de mútuo apoio para trabalhar na busca de soluções para a região. Foram formados grupos de parlamentares, empresários e entidades empresariais para postular e acompanhar o desenrolar de cada obra ou serviço reivindicado.

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