Com o prazo para entrega da Declaração do Imposto de Renda 2026 se aproximando, muitos contribuintes ainda não prestaram contas à Receita Federal
Segundo dados da Receita, mais de 1 milhão de declarações do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF) 2026 já foram entregues em Santa Catarina até a manhã desta terça-feira (5/05). A quantidade equivale a quase metade do total de declarações de IR esperadas.
Seja por falta de organização ou por dúvidas no preenchimento, é comum que a entrega seja deixada para os últimos dias, porém esta prática pode aumentar o risco de erros e inconsistências.
Diante dessa realidade, o Conselho Regional de Contabilidade de Santa Catarina (CRCSC) chama a atenção para que os contribuintes se organizem e alerta sobre pontos que podem gerar dúvidas, como por exemplo, em relação à declaração de rendimentos com aluguel, que possui regras específicas para locadores, locatários e imobiliárias.
Segundo o presidente do CRCSC, Lecir dos Passos Ghisi, um dos equívocos está na apuração dos valores recebidos com aluguel. A tributação não incide necessariamente sobre o valor bruto do contrato, e o correto cálculo da base tributável é essencial para evitar problemas com o Fisco. Além disso, o imposto sobre esses rendimentos deve ser recolhido mensalmente por meio do Carnê-Leão, até o último dia útil do mês seguinte ao recebimento.
Outro ponto de atenção envolve os locatários. Embora o valor pago com aluguel não seja dedutível no Imposto de Renda, ele deve ser obrigatoriamente informado na ficha “Pagamentos Efetuados”, utilizando o CPF do locador, mesmo quando há intermediação de imobiliária. Incluir despesas como IPTU e condomínio nesse campo é um erro frequente e pode gerar inconsistências no cruzamento de dados.
Quando há participação de uma imobiliária, o nível de controle aumenta. As empresas do setor são obrigadas a informar à Receita Federal, por meio da DIMOB, todos os dados relacionados aos contratos de locação, incluindo valores, comissões e partes envolvidas. Esse cruzamento automatizado facilita a identificação de divergências, como omissão de rendimentos ou informações incompatíveis.
As penalidades para quem cai na malha fina podem ser severas, incluindo multas que variam de 75% a 150% do imposto devido, além de juros calculados com base na taxa Selic, podendo retroagir até cinco anos.
Para o presidente do CRCSC, Lecir dos Passos Ghisi, a antecipação e a organização ainda é o melhor caminho para evitar transtornos.
“A declaração do Imposto de Renda não deve ser deixada para a última hora. Quando o contribuinte se antecipa e controla as informações ao longo do ano, fica mais fácil de reduzir erros e penalidades. Além disso, o apoio de um profissional da contabilidade certamente faz toda a diferença nesse processo”, destaca.







