Blog do Prisco
Notícias - Lateral

Fecomércio SC reivindica isonomia tributária após revogação da “taxa das blusinhas”

A Fecomércio de Santa Catarina reitera seu posicionamento em defesa da isonomia tributária após a revogação da chamada “taxa das blusinhas”, anunciada nesta terça-feira (12) pelo Governo Federal por meio da publicação de uma Medida Provisória (MP). Em consonância com a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a entidade ressalta que, no contexto atual, a taxação de importações associada ao programa Remessa Conforme — popularmente conhecida como “taxa das blusinhas” — constitui um instrumento mínimo e necessário de compensação ao empresário brasileiro, diante de um cenário ainda marcado por desequilíbrios competitivos.

A medida não deve ser interpretada como uma oposição ao comércio internacional, mas como uma tentativa de reduzir distorções que afetam diretamente a produção e o consumo nacionais. O Brasil, e particularmente Santa Catarina, correm o risco de ampliar a dependência externa e fragilizar cadeias produtivas locais caso o debate seja conduzido apenas sob a ótica do consumo imediato. O tema precisa ser tratado sob a perspectiva da defesa do emprego, da competitividade e da soberania econômica, uma vez que a livre concorrência pressupõe regras minimamente equilibradas entre os agentes econômicos.

A Fecomércio SC e a CNC defendem que as decisões sobre a “taxa das blusinhas” e outras medidas relacionadas à importação considerem seus impactos sobre a economia interna, bem como os desdobramentos para empresas e trabalhadores de diferentes setores ligados ao comércio.

Diante desse contexto, o presidente da Fecomércio SC, Hélio Dagnoni, afirma que, caso a revogação seja mantida pelo Congresso Nacional, é necessário que também seja considerada a isenção tributária federal para compras de até R$ 250 realizadas no varejo nacional, como forma de restabelecer condições mais equilibradas de concorrência.

A Fecomércio SC reforça, ainda, o apelo para que os parlamentares do Congresso Nacional avaliem com atenção a possibilidade de devolução da Medida Provisória ao Governo Federal, de modo a permitir um debate mais amplo sobre o tema.

foto>Oscar Wong/Getty Images

Posts relacionados

Amin cobra ampliação das obras previstas em concessão de rodovias

Redação

Governo de SC aciona Justiça Federal para derrubar cotas da pesca artesanal da tainha

Redação

Carol De Toni confronta o “inatacável” Décio Lima

Redação