O vereador florianopolitano Gemada, de volta aos quadros do Podemos, gerou repercussão em recente entrevista ao criticar a postura do governador Jorginho Mello (PL). Alinhado ao seu partido, que declarou neutralidade na atual disputa nacional, o candidato a deputado federal cobrou pragmatismo e uma aproximação de Santa Catarina com o Planalto. “Que o Jorginho não pode negar recurso e conversar com o presidente da república”, disparou, referindo-se a Lula (PT).
Nos bastidores, a candidatura de Gemada à Câmara dos Deputados é vista como uma estratégia matemática: sua missão principal é fazer volume de votos e ampliar a legenda para garantir a eleição da atual presidente estadual do Podemos, a deputada Paulinha. O movimento resgata o histórico da própria parlamentar, que iniciou sua carreira no PDT, partido de centro-esquerda com alinhamento histórico aos governos petistas.
O vaivém partidário, no entanto, tem gerado forte ruído e sentimento de traição entre o eleitorado conservador de Florianópolis. Para garantir sua reeleição ao legislativo municipal em 2024, Gemada havia se abrigado estrategicamente no PL, surfando nas pautas da direita. Agora, em 2026, seu rápido retorno ao Podemos e a defesa pública do diálogo com a gestão do PT soam, para a base que o elegeu na capital, como uma manobra ilusória que escancara sua verdadeira tendência política e contraria as bandeiras de sua última campanha.







