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Governadores que integram o Cosud apresentam em Brasília carta com propostas para a Segurança Pública

Foto: Pedro Gontijo / Presidência do Senado

Os governadores que fazem parte do Consórcio de Integração do Sul e Sudeste (Cosud) apresentaram nesta terça-feira, 26, uma carta com quatro propostas aos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco, e da Câmara dos Deputados, Arthur Lira, e ainda ao ministro da Justiça, Ricardo Lewandowiski, para o combate à criminalidade.

Durante a tarde dessa terça, eles estiveram nas residências oficias da Câmara dos Deputados e do Senado com os presidentes Lira e Pacheco, que se comprometeram a estudar as sugestões e transformá-las em projetos de lei. Santa Catarina foi representada pela vice-governadora Marilisa Boehm. “Foi uma reunião importante, nós já temos a melhor Segurança Pública do país, com essas mudanças, poderemos fortalecer ainda mais”, disse a vice-governadora.

Mais tarde, os integrantes do Cosud também estiveram com o ministro Ricardo Lewandowiski, que ouviu as sugestões e disse que a porta do Ministério está sempre aberta aos governadores.

A secretária de Articulação Nacional Vânia Franco acompanhou toda a agenda da vice-governadora em Brasília e vai continuar monitorando a situação das propostas. “Quando o Congresso pautar as medidas, vamos trabalhar junto aos parlamentares para que Santa Catarina fique ainda mais segura”, disse ela.

Propostas

As sugestões partiram de conversas dos governadores com seus agentes da Segurança Pública. Entre as propostas, consta a habitualidade criminosa, para que ocorra a prisão preventiva mesmo que não haja condenação com trânsito em julgado da pessoa que reiteradamente pratica crimes. Para isso, seria necessário um conjunto de provas. “Não dá para o criminoso ser preso 40 vezes pelo mesmo delito”, disse durante a reunião o governador Eduardo Leite, do Rio Grande do Sul.

Outra sugestão dos governadores é a proposta que evita a progressão de pena e define em homicídio qualificado o assassinato cometido a mando de uma facção criminosa. “No caso do homicídio simples, a pessoa pode ser solta ou ter liberdade provisória ao cumprir um sexto da pena, o que corresponde a 80% dos homicídios”, afirmou o governador Romeu Zema, de Minas Gerais.

Outra proposta é para que seja ampliado o compartilhamento de dados da monitoração eletrônica entre a polícia penal e a polícia civil. Dessa maneira, facilitaria a prisão da pessoa que se livra da tornozeleira eletrônica, argumentam os governadores.

O Cosud também propôs o fim da fundada suspeita para permitir a prisão em caso de abordagens que não tenham sido feitas com base em elementos objetivos. “Alguns policiais suspeitam do indivíduo pela experiência de rua, fazem a revista, acham o crime em flagrante, mas depois a Justiça tira o flagrante por entender que não havia motivos para a abordagem. Alguns policiais ainda têm que responder processos na corregedoria”, explicou o governador Eduardo Leite.