Blog do Prisco
Coluna do dia

Hora de ouvir

Começaram ontem à tarde as audiências de instrução no âmbito da Operação Alcatraz, desencadeada em 30 de maio pela Polícia Federal.

Até o momento, tramitam, na Justiça Federal, quatro ações penais. A juíza Janaina Cassol Machado agendou para ontem, hoje e amanhã (quarta) os depoimentos daqueles que já são réus e também de testemunhas. No total, serão quarenta pessoas ouvidas pelo Juízo Federal.

Segundo a denúncia, os fatos apurados teriam relação com dispensas de licitação junto às extintas Secretarias Regionais de Ituporanga e Rio do Sul, no Alto Vale do Itajaí.

Os negócios foram levados a cabo em contratos para minimizar, de forma emergencial, os efeitos das cheias de 2011 na região. A outra leva de audiências, envolvendo os réus na Alcatraz, está prevista para ocorrer entre 12 e 19 de novembro.

Quanto à segunda etapa de indiciamentos, que abrangeu 21 pessoas com destaque para o presidente da Assembleia Legislativa, Júlio Garcia; o Ministério Público deverá arquivar ou oferecer as denúncias até a próxima semana.

Chabu

Na outra Operação deste ano que sacudiu a Capital e a política catarinense, pela qual se investigam quebra de sigilos de ações policiais, patrocinadas por dois delegados, existe a possibilidade de indiciamentos até a primeira quinzena de novembro. Na Chabu, um dos alvos foi o prefeito de Florianópolis, Gean Loureiro (sem partido), que chegou a ser preso.

Vejam só

Em entrevista à revista Veja, Moisés da Silva voltou à carga para cima do presidente da República e dos seus apoiadores. Inclusive os de Santa Catarina. Ele disse o seguinte sobre a briga entre Bolsonaro e Bivar. “É uma disputa partidária porque o partido se tornou algo valioso.” Certamente é mais uma declaração que vai desagradar o presidente, que ainda não voltou da sua agenda no exterior.

Quarteto

Sobre os deputados estaduais, os quatro que não estão em sintonia com o governador, ele se posicionou assim. “Não são posições ideológicas, não. Eu diria que são até questões menos nobres. Esses deputados fazem oposição ao governo por defenderem causas pessoais.” Por fim, o governador de Santa Catarina alfinetou aqueles que, segundo ele, defendem posições excludentes, radicais. Observação que pode ser endereçada tanto a Bolsonaro quanto a alguns deputados federais e estaduais não alinhados a ele.

Vá entender

Resumindo: não está dando para entender qual a estratégia de Moisés da Silva. Suas declarações ao veículo nacional são de briga, de guerra. Antes disso, porém, ele havia dito ao jornalista Rafael Martini que não queria polemizar nessa encrenca do PSL. E ao colunista, o presidente estadual do partido, deputado federal Fábio Schiochet, havia pontuado que o momento era de esperar a poeira baixar para tentar reaglutinar e pacificar o PSL-SC.

Natimorta?

Tem tudo para não prosperarem as articulações que visam a reativar uma frente de esquerda para as eleições a prefeito de Florianópolis no ano que vem. Pelo que vem pipocando na imprensa nacional, Lula da Silva, o eterno manda-chuva do PT, está orientando o partido a lançar candidatos a prefeito no maior número possível de municípios. Sobretudo nas Capitais. O temor do ex-mito é o de que o PT encolha ainda mais, pois perdeu 375 prefeituras do pleito de 2012 para o de 2016.

Posts relacionados

A lentidão da Justiça Eleitoral

Autor

Agilidade no STF

Autor

Laços de amizade

Leander Oliveira