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Manchete

Informações públicas

O Judiciário aceitou o pedido do Ministério Público de Santa Catarina e retirou o status de sigilo que pairava sobre o processo envolvendo a escandalosa compra de respiradores pelo governo catarinense.
Ficou ainda mais evidente que o pivô da história toda atende pelo nome de Douglas Borba, o agora  ex-homem forte de Moisés da Silva, um cidadão que em pouco mais de um ano no governo acumulou um poder jamais visto na máquina estadual.
Mas isso ficou no passado. No futuro, as projeções não são boas para Borba e seu grupo. A força-tarefa do Gaeco chegou a pedir a prisão dele e de outras sete pessoas, incluindo um advogado amigo e parceiro de negócios.
Os pedidos foram negados, apesar das alegações de que as detenções seriam para, entre medidas preventivas, evitar a destruição de provas.
A desembargadora Vera Copetti é a responsável pelo caso no âmbito do Tribunal de Justiça. Ela negou as prisões, mas autorizou os mandados de busca e apreensão. Entre os endereços, o escritório de Borba, onde os investigadores bateram às 6h da manhã de sábado.

Sequência

Os desdobramentos deste caso têm potencial para derrubar, por exemplo, o governador Moisés da Silva? Parece precoce ainda. Até porque, o chefe do MPSC, Fernando Comin, deixou claro que, até o momento, não há indícios de participação direta do eleito neste rumoroso caso. Os próximos dias e acontecimentos serão decisivos para o futuro da política estadual.

Aplausos

Merece registro a condução firme, transparente, ágil e absolutamente correta do procurador-geral do MPSC, Fernando Comin. Realmente, vem se destacando e honrando a instituição da qual está á frente. É jovem, mas demonstra muito equilíbrio e maturidade.

Incógnitas

As investigações do Gaeco prosseguem no contexto da superfaturada compra de respiradores. Mas há duas perguntas fundamentais ainda não respondidas: os respiradores, onde estão e quais são? E o dinheiro, os R$ 33 milhões, onde foram parar?

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