Pergunte a qualquer amigo ou familiar, qual história marcou sua infância, será bem provável que descrevam com carinho ou até saudosismo, determinado personagem ou a entonação de voz de algum familiar que fazia as leituras. Essa memória afetiva é a semente do que chamamos de criação de leitores: uma etapa que molda o vocabulário e a maneira como compreendemos o mundo em que vivemos.
O Dia Nacional do Livro Infantil, comemorado no último dia 18, serve como homenagem ao nascimento de Monteiro Lobato (1882). O autor foi pioneiro ao criar um universo genuinamente brasileiro, povoado por figuras como Emília, o Saci e Dona Benta, que até hoje estão no imaginário de todos. Mais do que uma homenagem, a data é um lembrete urgente sobre o papel da literatura no desenvolvimento infantil.
O livro infantil vai muito além do entretenimento. É uma ferramenta pedagógica capaz de gerar benefícios que perduram por toda a vida adulta, estimulando a curiosidade, a capacidade de concentração e a memória, promovendo a expansão da Linguagem: A exposição contínua a narrativas ricas proporciona um vocabulário mais vasto e facilidade de expressão oral e escrita, bem como leva a uma inteligência Emocional: Através das jornadas dos personagens, a criança aprende a identificar emoções e a lidar com dilemas morais de forma lúdica e segura.
Quer criar profundos laços afetivos com seus filhos ? Faça a leitura em voz alta, tornando o livro um sinônimo de segurança e acolhimento.
A criança que é incentivada a ler, se torna um cidadão pleno, que passa a ter valores morais, passa a valorizar os estudos, fica longe das drogas, passa a se desenvolver nutrida pelo conhecimento contido nos livros.
Leitura, livros, estudo, conhecimento, não combina com drogas. Você que é pai e tem a pretensão de deixar seu filho longe do mundo horrível das drogas, invista seu tempo, seus argumentos e seu dinheiro, para aproximar o seu filho de um livro.
Em um mundo onde o desafio atual, da era digital, esta dominado por telas e pela satisfação instantânea, convidar uma criança a ler um livro pode parecer um desafio. No entanto, especialistas são majoritariamente, no sentido de que o segredo não reside na proibição, pela tecnologia, mas no oferecimento constante de alternativas literárias. A leitura não deve ser imposta como obrigação escolar, mas apresentada como uma descoberta prazerosa.
Criar um ambiente acolhedor, visitar constantemente bibliotecas e permitir que a criança decida o que deseja ler, são pontos fundamentais.
Vamos sempre celebrar o livro infantil, sem esquecer de festejar às histórias do passado, estamos garantindo que novas ideias e sonhos continuem sendo cultivados.
Vamos aproveitar para reler um clássico que esta a muito tempo na prateleira ? Ou quem sabe ler um livro com um filho, sobrinho, etc.
O momento de partilha é, com certeza, o maior presente que a literatura pode oferecer, especialmente para aqueles que estão formando o senso crítico.
Fernando Henrique da Silveira
Membro da Academia de Letras de Biguaçu – ALBIG e da Confraria dos Artistas e Poetas da Paz – CAPPAZ
Presidente do Conselho Estadual de Entorpecentes de Santa Catarina – CONEN
fernandohsilveira@hotmail.com







