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LULA, DILMA, A DELAÇÃO E O IMPEACHMENT

Lula, Dilma, a delação e o impeachment

A palavra impeachment voltou com força ao meio político neste fim de semana. De um lado, o líder da oposição, senador Ronaldo Caiado, afirmando que após a delação premiada do empreiteiro Ricardo Pessoa já haveria elementos suficientes para o impedimento da atual inquilina do Palácio do Planalto. O STF aceitou o acordo de delação premiada de Pessoa, dono das construtoras UTC e Constran, e apontado pela Operação Lava-Jato da PF como o chefe do cartel de empresas que teriam saqueado a Petrobrás no chamado escândalo do petrolão. De outro lado, o ministro Aloizio Mercadante (Casa Civil), assegurando que “não há base jurídica para o impeachment, e não haverá”.

“Caiado, a seu turno, torpedeou a petista, cuja campanha de 2014 recebeu generosos R$ 7,5 milhões de Pessoa. “Muito grave. A cada dia a presidente Dilma perde as condições mínimas de conduzir o país”. As informações foram divulgadas na mais recente edição da Revista Veja, gerando outro fim de semana de tensão em Brasília. Segundo a publicação, a campanha de Lula da Silva em 2006, também recebeu dinheiro da mesma fonte: R$ 2,5 milhões. Os recursos, segundo Ricardo Pessoa, se originaram de contratos das suas duas empresas com a Petrobras. O Ministério Público já se manifestou e irá investigar se as doações foram legais ou ilegais. Mesmo que sejam legais, certamente não são morais.

 

 

Cerco

Enquanto a oposição acusa e diz que o quadro é muito grave; e o governo escalou seus ministros para defenderem a presidente da República, o distinto público fica com a sensação de que a cada semana, o cerco sobre os chefes do esquema se fecha. Outro ponto a ser frisado é que nenhum político ou campanha de político catarinense é citada pelo delator-empreiteiro.

 

 

Rasante

Quem aterrissou no sábado em Balneário Camboriú foi o tucano José Serra. Fez palestra para lideranças regionais do PSDB no Hotel Infinity Blue. Presidente estadual Marcos Vieira, os deputados Leonel Pavan e Serafim Venzon; e os prefeitos Napoleão Bernardes (Blumenau), Roberto Carlos (Navegantes) e Rodrigo Bolinha (Itapema) marcaram presença.

 

 

Animação

Paulo Bauer (PSDB) e o xará Bornhausen (PSB) foram vistos conversando animadamente, sábado, durante evento social na Capital do Estado. Os dois lembraram a campanha de 2014, quando o senador disputou o governo e o então deputado federal tentou a vaga ao Senado. E fizeram projeções sobre a candidatura de Bornhausen à prefeitura de Itajaí no ano que vem; alianças em outras cidades e conversaram sobre as perspectivas para estarem juntos novamente em 2018.

 

 

Que fase!

Neste primeiro semestre, o PT catarinense amargou as cassações dos prefeitos de Brusque, Paulo Eccel, e Mafra, Roberto Scholze. Duas cidades-pólo em SC. Na sexta-feira, o presidente estadual Cláudio Vignatti anunciou a expulsão de outro mandatário: Antônio Comandoli, de Presidente Nereu, no Alto Vale do Itajaí. Sobre ele recaem suspeitas gravíssimas sobre malfeitos com dinheiro público.

 

 

Proximidade

O deputado federal Mauro Mariani (PMDB) e o virtual prefeito de Mafra (a eleição indireta está marcada para esta terça, dia 30), Wellington Bielecki (PSD), conversaram na sexta-feira. Como os vereadores do PMDB na cidade fecharam com o pessedista, ele e Mariani (que é a grande liderança do PMDB no Planalto Norte) acharam por bem acertar os ponteiros. Saíram dizendo que a proximidade é “pelo bem de Mafra”.

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