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Lula sem máscara

Lula sem máscara*

Nestes primeiros dias da campanha, ou melhor da pré-campanha (cujas regras valem para todos os partidos e pré-candidatos, menos para o ex-presidiário e o PT), o Brasil foi brindado com amostras de quem é, do que quer e de como pensa Lula da Silva.

Sem marquetagem, sem discursos roteirizados e absolutamente sem maquiagem. E sem máscara.

Não poucas vezes aparentando estar alterado, muito vermelho, com veias saltadas e a voz um tanto embargada, o ex-mito debochou da guerra na Ucrânia, cravou que vai controlar a mídia e a internet (isso que é um democrata clássico); afirmou que irá desfazer a reforma trabalhista, escancarou que é favorável à legalização do aborto, externou que odeia o nível de vida “exagerado” da classe média (que é quem banca este país e as benesses de servidores públicos e pelegos de sindicatos país afora); também vociferou que a elite tupiniquim seria “escravista”. O imposto sindical, esta excrescência, também vai voltar, na versão Lula descondenado.

Os militares também não foram poupados. Serão varridos do governo Lula 3.0. Certamente para dar lugar a sindicalistas e líderes de “movimentos sociais”, um povo acostumado a deitar e rolar com dinheiro alheio. Sem trabalhar, sem produzir.

O cúmulo do ódio nu e cru da divindade petista, contudo, foi direcionado ao Congresso Nacional.

O ex-Lulinha paz e amor atacou frontalmente os deputados, sugerindo que seus capangas do MST, MTST, e por aí vai fossem visitar as casas e as famílias dos parlamentares federais.

Ciro Gomes já havia alertado, cerca de um mês antes, que tudo o que deseja o ex-detento petista é se vingar dos políticos e do povo brasileiro.

 

DEUS e a divindade vermelha

 

O campo da blasfêmia também foi contemplado nesta fase pura do lulismo absoluto. O ex-presidente debochou dos cristãos, afirmando crer que Deus deve ser petista. Se fosse, o Senhor jamais teria instituído o sétimo mandamento bíblico.

Quando foi solto por um golpe branco de Edson Fachin, um dos capangas lulistas, só que travestido de ministro do Supremo, o ex-tudo petista imaginava que voltaria ao cenário nos braços do povo. Ele segue, contudo, sem poder sair às ruas. Só vai a eventos fechados, sempre cercado pela “companheirada”.

Na outra ponta, Lula da Silva imaginava que voltaria a ter em seu colo os condenados (muitos no mensalão do qual Lula jamais soube ou participou), ex-condenados, descondenados e ainda não condenados do Centrão. Ah sim, os inocentes e fichas limpas do Centrão também. Todos eles, todo mundo.

Só que a turma não é tola e fechou com Jair Bolsonaro, provocando a ira suprema do ex-líder sindical.

 

ÓDIO PURO

 

Essa é a origem da ira maior do petista. O restante, apesar das maquiagens, é bem conhecido. As máscaras caíram. No mundo atual há cada vez menos espaço para o teatro pueril, os factoides que tentam se apoiar em outros factoides, para a mentira deslavada que tenta se ancorar em outra mentira e assim por diante.

Lula da Silva, que nunca foi rei, está nu. Os bombeiros e a turma do marketing parecem que já entraram em campo para tentar salvar o que resta, se é que resta alguma coisa. Se vão conseguir moderar as imposturas e as blasfêmias lulistas daí é outra história. Mas o mundo à parte que gira em torno do ex-mito está em polvorosa. Eles conhecem bem sua divindade. Estão apavoradas porque ela se mostrou sem rodeios ao eleitorado deste país.

Foto>Amanda Perobelli, Reuters, divulgação

*Fabian Lemos, jornalista, consultor, editor e colaborador do Blog

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