Antídio Lunelli entrou nesta eleição como uma das principais lideranças do MDB catarinense e saiu com sua posição ainda mais consolidada dentro do partido. Não conquistou o Senado, mas os 482.413 votos representam um patrimônio político que o MDB precisará considerar na reorganização de suas forças.
Nesta sexta-feira (23), o deputado estadual vestiu a camisa da seleção brasileira e declarou voto em Flávio Bolsonaro no segundo turno. “O Brasil tem jeito!”, escreveu nas redes sociais.
O posicionamento confirma o que já havia anunciado durante a campanha: sua preferência no primeiro turno era Ronaldo Caiado, mas não teria dificuldade em apoiar Bolsonaro numa segunda rodada. Agora, transformou aquela disposição em apoio explícito.
O nome para reconstruir o partido
Lunelli reúne atributos que vão além da votação ao Senado. Empresário de trajetória vitoriosa, foi eleito duas vezes prefeito de Jaraguá do Sul e chegou à Assembleia em 2022 com 74,5 mil votos: a terceira maior votação do Estado e a primeira do MDB. Tem experiência administrativa, identidade política e respaldo nas urnas.
É o nome mais consistente para conduzir a reconstrução do partido a partir de 2027. Um MDB que pretenda recuperar protagonismo precisa de liderança com capacidade de mobilizar eleitores e construir um projeto. A tradição da sigla, sozinha, já não resolve.
As eleições municipais de 2028 serão o primeiro teste dessa reorganização. Um retorno à Prefeitura de Jaraguá do Sul está entre as possibilidades para Lunelli, mas seu horizonte político também comporta uma candidatura majoritária em 2030.
O MDB precisa decidir o que pretende ser nos próximos anos. Lunelli tem condições de comandar essa definição. Saiu da disputa sem a cadeira no Senado, mas com força para liderar o futuro do partido.







