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Mariani na berlinda dentro do PMDB

Mariani na berlinda dentro do PMDB

Sem lançar cabeça de chapa nas duas últimas eleições majoritárias estaduais – 2010 e 2014 -, o PMDB catarinense resiste ao máximo à ideia de participar de um terceiro pleito consecutivo sem ter candidato a governador, contrariando o histórico dos 25 anos anteriores, quando sempre disputou o comando do Executivo.

Há quem defenda novo arranjo com os pessedistas em 2018, mas a esmagadora maioria dos peemedebistas quer candidato próprio. Em conversa reservada, mês passado, o trio Eduardo Pinho Moreira, Mauro Mariani e Dário Berger acertou que, em caso de renúncia do governador Raimundo Colombo, Moreira completaria o mandato sem pleitear vaga majoritária. Mariani disputaria o Senado e Berger seria o candidato a governador.

Beleza. Mas a fórmula não agrada às hostes da legenda. Dário Berger está em seu sexto partido. Jamais criou raízes por onde passou. No PMDB, repete o rito. E vai além. Não faz a menor força para criar identidade e grupo nas fileiras da sigla.

 

 

Nome natural

Neste contexto, a eventual candidatura ao governo acabará caindo no colo de Mauro Mariani. Além de ser complemente identificado com o PMDB (chegou a receber a famosa jaqueta do 15 de Luiz Henrique da Silveira), o deputado tem apoiadores internos em todas as regiões do Estado. Neste encaminhamento, Dário Berger permaneceria na Câmara Alta, sem entrar diretamente na próxima corrida eleitoral.

 

 

Na Capital

Em Florianópolis, Dário Berger agora está mais próximo do que nunca do prefeito Cesar Souza Junior, deixando claro que não só não vai trabalhar a favor do candidato do PMDB, como estará contra o deputado Gean Loureiro, que chegou ao segundo turno das eleições em 2012.

 

 

PMDB e PP

Em Balneário Camboriú, o prefeito Edson Piriquito (PMDB) começou a circular ao lado do secretário do Planejamento, Fábio Flôr (PP). O peemedebista sinaliza que seu candidato no ano que vem será o progressista, arranjo que já provoca reações tanto no PMDB como no PP local. E certamente merecerá restrições nas duas cúpulas estaduais.

 

 

Pegou mal

Manifestação do secretário de Estado do Turismo, Filipe Mello, respondendo a questionamento do deputado Leonel Pavan na mídia, repercutiu muito mal no Centro Administrativo. Pavan cobrou explicações sobre a licitação do Centro de Eventos de Balneário Camboriú. E Mello declarou que o tucano “não tinha moral” para tanto, pois não havia feito nada em relação ao assunto quando foi governador.

 

 

Proximidade

O detalhe é que Leonel Pavan, que é dono de um voto na Assembleia, está  muito próximo do governador Raimundo Colombo. Os dois tricotam com frequência. O tucano também mantém os canais azeitados junto a Gelson Merísio, presidente da Alesc.  Mello pode ter dado um tiro no pé ao extrapolar os limites.

 

 

Nunca antes na história

Pesquisa CNT/MDA, divulgada ontem, mostra que a avaliação positiva de Dilma Rousseff está em 7,7%, o menor índice registrado pela série histórica. Sua aprovação está baixo do próprio índice inflacionário (9,5%). Para complicar, 62,8% dos entrevistados são favoráveis ao impeachment da ex-mãe do PAC.

 

 

Suspeita

Depois que a Lava-Jato trouxe à tona o esquemão de venda de pareceres pela família Cedraz no Tribunal de Contas da União (TCU), o corpo técnico do tribunal e ministros indignados podem rever inúmeras decisões polêmicas tomadas pela corte nos últimos anos. O rumoroso caso da Beira-Mar de São José, que envolve os irmãos Berger, pode engordar esta lista.

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