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Manchete

Moisés se reúne com prefeitos para decidir o que fazer

Conforme este espaço já registrou, a partir do comentário do titular no SBT Meio Dia de sexta-feira, cresce o sentimento, tornando-se praticamente uma certeza, de que Moisés da Silva havia se precipitado ao anunciar a volta gradual da vida laboral e social em Santa Catarina. O sábado foi de avaliações e reavaliações.

No domingo, ele se reuniu virtualmente com os prefeitos das 15 maiores cidades do Estado. E voltou, acertadamente, atrás. Serão pelo menos mais sete dias de isolamento social no estado, a já famosa quarentena.

Ainda no sábado, surgiram apreciações e informações mais precisas, inclusive nacionalmente sobre a situação catarinense. Grosso modo, para reabrir o estado ao trabalho e ao convívio das pessoas, precisaria haver testes para o Covid-19 em massa. Avaliar cada região, se não há bolsões, etc, pois o vírus oscila de uma cidade para outra.

Pressão

Na verdade, o governador cedeu às pressões na semana passada, depois de ter largado na frente, em um movimento absolutamente correto, e anunciou o retorno gradual das atividades. Poderia ser um erro gravíssimo, pois o  pico da contaminação deve ocorrer em abril, conforme o Ministério da Saúde. Ou seja, iria estar se formando uma situação de extremo risco. Se a abertura viesse mesmo esta semana e ali diante começarmos a contar muitos mortos em Santa Catarina, o governador ficará deveras encrencado.

Certeiro

De forma acertada e rápida, o prefeito Gean Loureiro deixou muito claro que não iria entrar na de Moisés da Silva. Encaminhamento correto e corajoso do prefeito. É compreensível que muitas pessoas queiram voltar a trabalhar. Com base na decisão de Gean, o comércio só voltará a funcionar no dia 9 de abril, quinta-feira. No dia 10, Sexta-Feira Santa, será feriado, que antecede Sábado de Aleluia e o domingo de Páscoa. Ou seja, os comerciantes, restaurantes, bares, enfim, só terão dois dias para as vendas da Páscoa. O prejuízo será terrível, mas a hora é de escolhas e a escolha principal é manter a saúde da população.

Movimento

Empresário, o deputado estadual Milton Hobus, em áudio que circula pelas redes sociais, avisa que a partir desta segunda-feira iniciará um movimento articulado entre os poderes e a Fiesc para cobrar medidas efetivas do governo do estado no combate ao vírus e também para minimizar o impacto econômico da quarentena. A bronca é grande. Em linhas gerais, o parlamentar avalia que não dá para Moisés da Silva e companhia ficarem apenas esperando o governo federal. O tom das cobranças, como a pressão social, irá subir.

Quarteto

Depois de Gean Loureiro, de Florianópolis, após reunião na tarde de sábado (28), os prefeitos de Palhoça, Camilo Martins, de São José, Adeliana Dal Pont e de Biguaçu, Ramon Wollinger decidiram, em conjunto, prorrogar até o dia 05 de abril a quarentena. A medida será válida para as três cidades que, juntas, somam meio milhão de habitantes.

Decisão difícil

Também participaram da reunião os secretários de Saúde e Vigilância Epidemiológica, que apontaram que o distanciamento social é a medida mais eficiente para evitar a transmissão do novo coronavírus. “Foi uma das decisões mais difíceis que tomei, porque conheço a realidade de Palhoça, dos empresários e profissionais liberais. A decisão por prorrogar a quarentena foi pensada na saúde e na vida das pessoas, pois o que vemos, é o número de mortos crescer  em diversas cidades do mundo”, avaliou Camilo Martins.

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