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Coluna do dia

Movimentos de bastidores

Colaboradores próximos de Eduardo Pinho Moreira chamaram, esta semana, assessores que têm cargos estratégicos no governo. A todos, deram a entender que Moreira vai entrar de vez na disputa para ser escolhido candidato à reeleição pelo MDB.

O governador começou este movimento na terça-feira, logo depois da reunião da executiva estadual, quando os líderes do Manda Brasa estabeleceram o prazo de uma semana para que se chegue a um consenso entre Moreira e Mauro Mariani. Se haverá convergência ou se haverá disputa? O encaminhamento ocorrerá em nova reunião da cúpula na próxima segunda-feira, com a participação das bancadas estadual e federal do MDB.

Embora esteja se articulando, Pinho Moreira ainda não decidiu se vai ou não enfrentar Mariani. Em seu desfavor, o governador tem a proximidade com Michel Temer. O presidente está na lona, amargando 82% de rejeição no DataFolha e 84% no Ibope. Isso é ruim para Moreira.

Importante lembrar que nas duas últimas batalhas internas, o atual governador levou a melhor, mas tirou o MDB da cabeça de chapa. O próprio Eduardo Moreira foi vice de Raimundo Colombo.

Já Mauro Mariani não está atrelado a Michel Temer. Votou contra o presidente na segunda denúncia que a PGR encaminhou à Câmara, no ano passado. O deputado não quis aproximação com o Planalto. Evidentemente que vai haver algum desgaste a Mariani em função da questão partidária.

A preocupação com o desgaste é perceptível. Esta semana, Eduardo Moreira estava na Assembleia. Visitou o presidente e correligionário, Aldo Schneider. Mas o governador resolveu sair da Casa antes da chegada de Henrique Meirelles, o presidenciável do MDB e do desgastado governo federal. Da Alesc, Moreira rumou para o evento do LIDE-SC. Lá estava Geraldo Alckmin. O governador de Santa Catarina posou para fotos com o tucano, enquanto Meirelles fazia imagens com a bancada estadual do MDB. Movimento que evidencia clara sinalização para o PSDB e tentativa de desatrelar-se de Michel Temer.

 

Preferência

Registrado o movimento de Eduardo Moreira em direção aos tucanos, percebe-se, na outra ponta que, no plano nacional, Geraldo Alckmin não quer aproximação com o MDB. Na passagem pelo Estado, ele deixou transparecer que prefere aliar-se ao PSD e ao PP, no plano nacional. O líder tucano prioriza as conversas com estas duas siglas, que serão adversárias do Manda Brasa nesta eleição em Santa Catarina, onde certamente haveria reflexos dessa costura entre PSDB, PSD e PP.

 

Pêndulo

Para a reunião decisiva de segunda, o MDB chega assim. A esmagadora maioria da bancada estadual, exceção feita a Carlos Chiodini que, até por uma coincidência, é o líder do partido, está com Pinho Moreira. Já entre os federais, o pêndulo muda de lado. Somente Ronaldo Benedet, que tem base eleitoral em Criciúma, é alinhado ao governador. Os outros estão com Mariani, assim como o senador Dário Berger.

 

Gesto

O presidenciável do PSDB, Geraldo Alckmin, fez uma deferência ao PP, na pessoa do presidente estadual, deputado Silvio Dreveck, na Fiesc. O tucano fez uma palestra organizada pelo grupo empresarial LIDE. Quando soube que o parlamentar presidia a seção Barriga Verde do PP, Alckmin declarou a Dreveck que o partido é muito importante no processo sucessório, pedindo o apoio do partido em Santa Catarina. O catarinense então questionou o paulista acerca da questão da Segurança Pública.

 

Redução

Geraldo Alckmin contou a Dreveck que em 14 anos como governador reduziu em 80% a criminalidade no Estado paulista, que tem uma política para controle das fronteiras do país, combatendo a entrada das drogas. O presidenciável deixou claro que a Segurança Pública tem que estar sustentada em efetivo, mas também em inteligência e alta tecnologia. E que esse setor será um dos pontos prioritários de seu governo. Silvio Dreveck, que foi ao evento representando a Assembleia, gostou do que ouviu.

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