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MPSC apura possíveis irregularidades na aquisição de plataforma de telemedicina pelo CIASC para a Secretaria de Estado da Saúde

Onze eleitos serão empossados às 14 horas, em uma sessão solene do Colégio de Procuradores. O evento acontece no Auditório Promotor de Justiça Luiz Carlos Schmidt de Carvalho, no Edifício Ministério Público de Santa Catarina, em Florianópolis. Também haverá transmissão pelo canal do MPSC no YouTube.
Representantes da primeira instância e do Colégio de Procuradores serão empossados em sessão solene do Colégio de Procuradores
A compra sem licitação foi feita pelo Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC) e resultou em contrato de mais de R$ 500 milhões. Promotorias de Justiça instauraram notícia de fato a partir de informações divulgadas pela mídia.

O Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) instaurou uma Notícia de Fato para apurar possíveis irregularidades na compra direta – sem licitação – de uma plataforma digital de telemedicina para a Secretaria de Estado da Saúde (SES), conduzida pelo Centro de Informática e Automação do Estado de Santa Catarina (CIASC), que resultou na contratação da empresa Integra Saúde Digital Telemedicina pelo valor de R$ 547 milhões.

O procedimento foi instaurado de ofício pela 7ª e pela 26ª Promotorias de Justiça da Comarca da Capital, ambas com atuação na área da moralidade administrativa, a partir de informações veiculadas em órgãos de imprensa denunciando as supostas irregularidades.

Segundo noticiado pela mídia, a empresa contratada teria se instalado em Santa Catarina apenas três dias antes de apresentar proposta comercial para a contratação, e servidores da SES teriam procurado órgãos do Estado preocupados com pressões para acelerar o processo.

A fim de esclarecer os fatos, inicialmente os Promotores de Justiça Rafael de Moraes Lima (7ª PJ) e Andrey Cunha Amorim (26ª PJ) solicitaram à SES e ao CIASC, por meio de ofício, manifestação sobre os fatos noticiados pela imprensa e requisitaram cópia integral do processo administrativo que deu origem à contratação. O prazo para resposta é de 10 dias.

Os Promotores de Justiça também encaminharam expediente ao Tribunal de Contas do Estado de Santa Catarina (TCE/SC) solicitando informações sobre eventual procedimento em trâmite para investigar as irregularidades noticiadas e, em caso positivo, a identificação do número dos autos, a fim de possibilitar o compartilhamento de informações.

A partir da análise das informações iniciais solicitadas, os Promotores de Justiça decidirão sobre os encaminhamentos subsequentes.