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O preço do apoio

O preço do apoio

A sessão conjunta do Congresso Nacional que entrou pela madrugada de quarta-feira e manteve 26 dos 32 vetos da presidente Dilma a itens da chamada pauta-bomba do Legislativo, não deixou a menor dúvida: quando o trio Michel Temer, Renan Calheiros e Eduardo Cunha endureceram o jogo, afirmando que não indicariam ministros no contexto da reforma administrativa, não se estava falando de afastamento definitivo do governo ou mesmo de desembarque da gestão petista. Naquela altura do jogo, os cardeais peemedebistas apenas ajustaram, para cima, o preço da manutenção do apoio ao Planalto ante a tibieza da presidente.

Já se fala até abertamente que a fatura pode incluir pelo menos três ministérios transferidos para o guarda-chuva do Manda Brasa. E cogita-se pastas de ponta, como o Ministério da Saúde e o da Indústria e Comércio. A dificuldade agora passa para o lado do próprio PMDB. Deputados e senadores precisam se entender com o vice-presidente e chegar ao consenso quanto aos espaços a serem ocupados e os respectivos nomes dos novos inquilinos da Esplanada. Ou seja, entra governo e sai governo, mas o PMDB não perde o cacoete fisiologista.

 

 

SC na lista da degola

Na sessão do Congresso que manteve boa parte dos vetos presidenciais, na madrugada desta quarta-feira, um dos prejudicados foi o senador catarinense Paulo Bauer (PSDB). Projeto criado por ele e previamente aprovado em todas as comissões pelas quais tramitou tanto no Senado quanto na Câmara dos Deputados, ficou mesmo invalidado.

 

 

Massacre de Realengo

A matéria previa um cadastro prévio de pais ou responsáveis como únicas pessoas com permissão para entrar em escolas públicas para tratar de assuntos de interesse dos alunos. Bauer criou o projeto após o Massacre do Realengo, quando um ex-aluno entrou em uma escola carioca e matou 12 crianças.

 

 

Outra orientação

Deputado federal Ronaldo Benedet, do PMDB e ligado a Eduardo Pinho Moreira, votou pela derrubada de todos os vetos da presidente Dilma à chamada pauta-bomba do Congresso. Ou seja, muito embora seu partido tenha respaldado o governo – em troca de novos ministérios – o catarinense foi contra o Planalto.

Benedet declarou que não teria como chegar em Criciúma, sua base política, e encarar os trabalhadores e aposentados depois de votar contra os interesses deles.

 

 

Eu, não

O deputado estadual Rodrigo Minotto (PDT) antecipou seu voto contrário à retirada de direitos dos trabalhadores da Segurança Pública. A matéria estava na pauta da sessão da  Comissão de Finanças e Tributação da Assembleia. O PDT é aliado de Raimundo Colombo.  Minotto argumenta que a aprovação do texto do governo seria “um verdadeiro retrocesso.”

 

 

Xô, CPMF

A Associação Comercial e Industrial de Florianópolis (ACIF) também se posiciona radicalmente contra a ressurreição da CPMF. Para o presidente Sander de Mira, a iniciativa de Dilma Rousseff é uma “afronta ao brasileiro.”

 

 

Calibre

Depois de trazer Volnei e Thiago Morastoni em Itajaí, os dirigentes do PMDB comemoraram o retorno do ex-prefeito de Blumenau, Dalto dos Reis, às hostes do partido. Isso que a sigla já havia contabilizado a adesão do vice-prefeito Jovino Cardoso e do reitor da Furb, nome forte para o pleito municipal, João Natel.

 

 

Canelada

Segue complicada a relação entre o governo, seu líder na Alesc, e a bancada estadual do PMDB, que se rebelou contra a transformação das Secretarias Regionais em Agências de Desenvolvimento, com corte de cargos e o esvaziamento das estruturas criadas por Luiz Henrique da Silveira.

 

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