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O protagonismo de Júlio Garcia

Reeleito para o terceiro mandato de presidente da Alesc, o deputado estadual Júlio Garcia fez história. De novo, chegou lá por unanimidade. É algo inédito na política estadual. Não só pelo terceiro mandato como dirigente do Poder Legislativo, mas sobretudo por ter retornado ao jogo depois de quase 10 anos como conselheiro do TCE.

Lá atrás, na década passada, Garcia já tinha sido eleito presidente. Um feito, sem dúvidas. Mas ele estava no dia a dia da lida política. Desta vez, ele voltou depois de anos longe. E repetiu a façanha. Haja capacidade de articulação! Há um nobre político catarinense que costuma dizer, reservadamente, que é mais fácil conseguir 10 mil votos dos eleitores do que conquistar um voto na Alesc. Júlio Garcia conseguiu quase 58 mil votos do distinto público. E 40 na Alesc!

Muito bem. Esse protagonismo tem tudo para ultrapassar as fronteiras da atuação parlamentar.

Com a partida precoce de Luiz Henrique da Silveira e a aposentadoria de Jorge Konder Bornhausen, Júlio Garcia hoje sobra no quesito articulação política.

Incógnita

O governador Moisés da Silva, pela força do cargo, é o protagonista da vez, mas não tem traquejo político e não montou um governo com força política. Pode dar certo. Mas hoje Moisés é uma incógnita.

PSD

Evidentemente que Júlio Garcia agora passará a ter força partidária. Gelson Merisio é presidente estadual do PSD até agosto. E como vai ficar a eleição interna? Garcia vai requerer a presidência? Vai indicar alguém? Merisio é um dos sobreviventes do pleito. Fez mais de 1 milhão de votos, chegou ao segundo turno e pode ser uma alternativa para o futuro.

Sombra

Mas agora Merisio tem a sombra de um presidente da Alesc eleito pela terceira vez.  A conferir como ficará a convivência dos dois. Gelson Merisio e Júlio Garcia.

Partidos

O PSD tem Júlio Garcia e Gelson Merisio. Um dos dois pode ser candidato a governador em 2022. Garcia alçou agora essa condição e pode pleitear o espaço de Moisés da Silva, que parece não muito afeito ao dia a dia da política.

Outros partidos

Além desse nomes, quem mais pode ser protagonista em Santa Catarina? Napoleão Bernardes é um nome natural. Mas precisa chegar à presidência do PSDB. Assim como Carlos Chiodini no MDB. Se forem alçados aos comandos partidários, terão tudo para estarem no centro do jogo eleitoral no futuro próximo.

Espaço

Júlio Garcia também pode avaliar a ida para outro partido. Deixar o PSD e liderar uma nova sigla. Reunindo os descontentes do próprio PSD, do MDB, do PSDB, e por aí vai.

Progressistas

E tem o PP. Da família Amin, que talvez não esteja no protagonismo em 2022. É um cenário interessante para o prefeito de Tubarão e presidente da Fecam, Joares Ponticelli. Mas ele precisa passar pelo teste da reeleição. Moisés, Napoleão, Chiodini, Garcia, Merisio, Ponticelli. O jogo está aberto para 2022.

Logo ali

Evidentemente que todo o protagonismo deles todos, especialmente o de Júlio Garcia, terá um teste de fogo. O pleito municipal de 2020!

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