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Manchete

O retorno do governador

Jorginho Mello já reassumiu o comando da administração estadual. Retornou na noite de quarta-feira a Florianópolis, e a reinvestidura ao cargo foi automática. Ontem pela manhã, o governador recebeu o desembargador Francisco de Oliveira Neto para uma conversa. Jorginho foi atualizado sobre os acontecimentos do período em que esteve licenciado — cerca de duas semanas — durante as quais participou de compromissos na Ásia, primeiro no Japão e, depois, na China.

Agora, de volta ao estado, o governador aproveita os dois dias úteis restantes da semana para despachar com secretários e retomar o ritmo normal da gestão. No entanto, o final de semana já reserva um compromisso político de peso.

Paulista e conservadorismo

No domingo, Jorginho Mello estará novamente na Avenida Paulista, em São Paulo, atendendo ao chamado do ex-presidente Jair Bolsonaro, que promove mais uma mobilização nacional.

A pauta central é a crítica aos excessos do Supremo Tribunal Federal, especialmente no que se refere à condenação de brasileiros pelo suposto “golpe” do 8 de janeiro. O ato também representa um movimento de reaglutinação do campo conservador, que precisa se reorganizar diante do cenário político de 2026.

Polarização e sucessão

A eleição presidencial de 2026 já começa a ser desenhada. Com Jair Bolsonaro inelegível, surgem várias pré-candidaturas na direita. A ideia, porém, é articular desde já a possibilidade de uma candidatura única conservadora, que represente o projeto bolsonarista e possa enfrentar Lula da Silva nas urnas.

Apesar da rejeição que enfrenta, Bolsonaro continua sendo o maior eleitor do país — especialmente no campo conservador. Ele sabe disso, e a presença na Paulista reforça sua intenção de liderar o processo sucessório, mesmo fora da urna.

Ao que tudo indica, a ficha caiu: não há volta para a elegibilidade. A estratégia, agora, é consolidar lideranças que possam unir a base conservadora sob sua bênção eleitoral.

Filiações e bastidores

Após a mobilização de domingo, Jorginho Mello retorna no próprio dia para Santa Catarina. Na segunda-feira, logo cedo, tem agenda com o deputado Marcos Pereira, presidente nacional do Republicanos, que estará no estado para comandar filiações de novas lideranças à sigla.
Em SC, o Republicanos está sob controle político do governador. A articulação, inclusive, resultou na ida do deputado federal Jorge Goetten, do PL, para o Republicanos — onde hoje é o presidente estadual. O irmão de Jorginho, Juca Mello, é o primeiro vice.

PL e Republicanos: um só grupo

Na prática, o Republicanos é uma extensão do PL em Santa Catarina. Ambos seguem sob o mesmo guarda-chuva político-eleitoral, articulado por Jorginho. E com o calendário eleitoral antecipado no estado, o governador sabe que precisa acelerar sua agenda de articulações para garantir hegemonia na direita catarinense.

Palanque montado

Vale lembrar que no próximo dia 5 de outubro, em São José, o casal Bolsonaro — Michelle e Jair — estará presente para o evento Rota 22, que poderá marcar, ainda que informalmente, a largada para a campanha de reeleição de Jorginho Mello.
A agenda, portanto, já voltou com força total.

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