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Paulinha rebate vídeo sobre deputados “traidores”

A deputada estadual Paulinha (PDT) usou a tribuna da Alesc nesta terça-feira para fazer uma defesa incisiva dos 31 deputados estaduais que votaram contra a redução do duodécimo, que foi derrubada pelo plenário da Casa no mês passado. O discurso foi uma resposta a um vídeo que tem circulado neste início desta semana, que acusa os parlamentares de traição ao povo catarinense e de estarem prejudicando a saúde do Estado.
Paulinha afirmou que a diminuição do gasto público em geral é necessária, mas que a forma como se deu a discussão e votação foi acelerada.
— Conheço as razões e sentimentos que levaram nosso governador a tomar essa postura (pela redução do duodécimo), que é pelo bem da sociedade, mas nesse momento como foi concebida a discussão, não tivemos tempo e amadurecimento para tomar uma decisão que pode mudar em definitivo o acompanhamento de ações do Estado. Se discutíssemos a redução sob o olhar apenas da Alesc, sem dúvida meu voto seria ‘sim’. Mas não ia apostar numa redução de duodécimo de um órgão do MP, por exemplo, pra amanhã ou depois dizerem que estamos cerceando as investigações do próprio Gaeco e de outro órgãos de controle, que têm função de fiscalizar a atividade pública tanto nossa quanto o dos Executivos municipais e estadual — declarou a parlamentar.
A deputada também pediu à Alesc que solicite à Polícia Civil uma investigação sobre a origem do vídeo, que classificou como uma manipulação grosseira e estúpida que desonra a política.
—O que acho inaceitável, inconcebível, é que se ache tolerável que qualquer voto que venhamos a nos manifestar nos consagre como homens e mulheres contra saúde ou educação, por exemplo, que são pautas que têm unanimidade dos sentimentos aqui. O desprezo que a sociedade tem hoje pela política e pelos políticos é por conta desse tipo de atitude que manipula a opinião pública. Estou disposta a ser criticada, a pagar o preço por qualquer voto que der, a favor ou contra o governo (…), mas não admito que o  Parlamento, que o nome dos 31 deputados, venham ser vendidos como homens e mulheres conta a saúde catarinense. Isso é inaceitável — afirmou.
Além da Polícia Civil, a Comissão de Ética da Alesc também será acionada para apurações sobre o vídeo.