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Polícia e inexperiência ofuscam posse na Eletrosul

Polícia e inexperiência ofuscam posse na Eletrosul

As presenças do presidente da Eletrobrás, José da Costa Carvalho Neto, e do presidente do Conselho de Administração da Eletrosul, Valter Cardeal (homem de confiança de Dilma Rousseff  e que está na mira da Lava-Jato), na posse da nova diretoria da empresa ontem reafirma o respaldo que o Palácio do Planalto empresta à operação que guilhotinou o renomado técnico Márcio Zimmermann do comando.

O ex-prefeito Djalma Berger (PMDB), irmão do senador Dário Berger (PMDB), é agora, de fato e de direito o número 1 da estatal. Presidente licenciado do PT catarinense, Cláudio Vignatti, assumiu a diretoria Financeira e o servidor de carreira Antônio Vituri foi remanejado para a diretoria de Operações.

Djalma já trouxe dois assessores “estrangeiros” para o seu gabinete, quebrando a tradição de aproveitar funcionários de carreira. O “brilho” da festa de posse também foi ofuscado pela Operação Trojan, da Polícia Civil, que deu uma batida na casa de outro irmão de Djalma, o empresário Dilmo Berger. Muito embora Dário, o brother senador, esteja ganhando espaço no balcão de negócios do Congresso Nacional, a família sofreu o revés da investigação policial justamente na véspera da posse na Eletrosul.

 

 

Experiência!

Mesmo que o novo chefe de gabinete da Eletrosul, Gerson Berti, tenha conhecimento de Pequenas Centrais Hidrelétricas (PCH’s); seu colega, o ex-vereador Aurélio Remor, assessor da presidência, se une ao novo presidente e a Vignatti em um quesito: experiência zero na área de gestão de uma empresa do porte da Eletrosul – a maior estatal federal do Sul -, estratégica no contexto econômico do país. A presença de tantos neófitos em cargos de comando gera enorme apreensão entre o qualificado corpo funcional da companhia.

 

 

Interesse

O fato de Gerson Berti ser especialista em PCH’s é interpretado na Eletrosul como um sinal de que a empresa possa dar atenção especial a esse ramo específico que, em princípio, parece agradar a nova diretoria.

 

 

Parceiros

Uma coisa é certa: Djalma Berger e Cláudio Vignatti devem falar a mesma língua na condução da Eletrosul. Os dois interagem há muitos anos!

 

 

Fica no PT

Deputado estadual Padre Pedro Baldissera entra em contato com a coluna para avisar que não sai do PT. Ele frisa, contudo, que “fiz e faço, sim, duras críticas à condução do partido no Estado e adotei uma postura de questionamento em relação aos rumos de bandeiras históricas do PT, esquecidas aqui e também em alguns espaços em nível nacional.”

 

 

 

Petardo

Sobre a proximidade com Gelson Merísio, o clérigo dispara na direção de Cláudio Vignatti.  “Quanto a estar muito próximo de Merísio, destaco que sou membro da Mesa da Alesc, e que proximidades nem sempre indicam cumplicidade partidária e mudança de filiação, do contrário eu também diria que outros líderes petistas já estariam até militando no PMDB em função da grande proximidade com o senador Dário Berger.”

 

 

Roteiro

Alguns dos principais cardeais do PMDB, como Valdir Cobalchini, Eduardo Moreira, Dário Berger, Casildo Maldaner e Paulo Afonso Vieira, cumprem roteiro passando por praticamente todos os 28 municípios do Alto Vale a partir desta quarta-feira. Os grandes anfitriões serão os deputados da terra: Aldo Schneider, vice-presidente da Alesc, e Rogério Peninha Mendonça (federal), além do secretário João Matos (Administração).

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