Coluna do dia

Política sem feriado

Novas movimentações no cenário sucessório estadual. Dois fatos vieram de Brasília esta semana. O primeiro é a declaração da presidente nacional do PT, Gleisi Hoffman, alegando que ficou para semana que vem a definição de sete estados onde PT e PSB ainda não acertaram os ponteiros. Os desacertos ocorrem nas seguintes unidades federadas: Acre, Paraíba, Rio de Janeiro, São Paulo, Espírito Santo, Rio Grande do Sul e Santa Catarina.
Sobre o cenário local, a petista foi além. Declarou que Décio Lima pode ser retirado da cabeça de chapa para dar lugar a Dário Berger, algo que já se farejava nos bastidores.
Décio certamente já antevendo essa possibilidade tentou atropelar o PSB anunciando que Gelson Merisio seria o seu vice. Para confirmar, serão necessárias as aprovações nas convenções homologatórias dos partidos envolvidos.
Ainda em Brasília, Antídio Lunelli, do MDB, conquistou o respaldo da bancada federal do partido que tem Celso Maldaner, Carlos Chiodini e Peninha Mendonça.
A reunião contou, ainda, com o ex-deputado federal de seis mandatos pelo Manda Brasa, EdinhoBez.

Câmara Alta
Assim como Peninha, Bez diz que a preferência é de Antidio se ele optar por disputar o Senado na chapa de Moisés. Se Antídio for o cabeça, Bez e Peninha vão ter que se acertar.

Congestionamento na Capital
O que chama atenção como consequência dessa manifestação de Gleisi Hoffmann é que se Dário Berger realmente liderar a frente de esquerda, teremos três nomes da Grande Florianópolis concorrendo ao governo.

Quarto eleitorado
Esperidião Amin e Gean Loureiro já estão na estrada fazendo o que se exige no momento em termos políticos. Vale lembrar que a região não tem 1 milhão de eleitores. O Vale do Itajaí tem o maior eleitorado de Santa Catarina, seguido do Grande Oeste, do Norte e daí vem a área da Capital em número de votantes.

Espaço
Ou seja, o trio vai se acotovelar a partir da base eleitoral. Quem larga com vantagem neste contexto é Esperidião Amin. Ele vai para sua quinta disputa ao governo, sem falar em outras duas para o Senado e uma à Presidência, em 1994. Dário só começou a estadualizar o nome em 2014 e Gean nunca havia saído da Capital politicamente falando.

Erro de cálculo
Moisés da Silva acabou desprezando o PP para priorizar o MDB. Só que até agora não tem o MDB ao seu lado e pode, de quebra, perder o PSDB. O governador está sob risco de ficar só com o Podemos e o Republicanos. Quando muito, com o Avante, sigla minúscula no Estado. Gean Loureiro, do União Brasil, só tem o PSD. Mesmo caso de Jorginho Mello, que ainda articula para atrair partidos ao seu projeto.

Articulação
Conhecido por sua capacidade intelectual e retidão na vida pública, Esperidião Amin nunca foi um grande articulador político, construtor de alianças e de convergências de interesses político-eleitorais. Nestes tempos de mudanças bruscas para todos os lados, mais este paradigma pode ser quebrado. Além do seu PP, Amin vislumbra a possibilidade de estar com o PSDB, o PTB e o Cidadania. A conferir.