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Primeira etapa

Primeira etapa

Parece muito claro que as ações da Polícia Federal de quinta-feira, no âmbito da investigação batizada de Alcatraz (nome de um famoso presídio, já desativado, em um ilha próxima a São Francisco, na Califórnia), foram apenas a primeira etapa de um processo que é difícil de mensurar, mas que tende a atingir bem mais gente daqui para frente.

Além dos 11 presos – cujos nomes foram confirmados ontem, rol onde estão o ex-secretário-adjunto da Secretaria de Estado da Administração, Nelson Nappi Junior, e o ex-presidente da Epagri, Luiz Hessmann – há pelo menos oito outras pessoas na lista de investigados.

Extraoficialmente, já se sabe que pelo menos um ex-governador, além de outras personalidades políticas, já foram chamadas a prestar depoimento na sede da PF, na Capital.

O colunista fala em personalidades políticas porque entre os presos de quinta-feira não se encontra nenhuma grande liderança política. É pessoal de segundo e terceiro escalões.

Alcance

Nos bastidores, as expectativas indicam que há muito por vir. As investigações têm dois anos. Começaram em 2017 e abrangem um período de 10 anos!

Alcançam o último ano da era Luiz Henrique da Silveira, quando o ex-vice dele já estava no comando e se estendem até o ano passado.

Balaio

Vale lembrar, também, neste contexto policial, que a Operação Lava Jato teve início para investigar um esquema restrito a uma região do Paraná e tomou dimensões mundiais. Evidentemente que ninguém está dizendo que isso vai ocorrer agora em Santa Catarina, mas os desdobramentos da Alcatraz podem vir a se tornar uma espécie de Lava Jato Barriga-Verde.

Eletrosul

Moisés da Silva considerou positiva a reunião em Brasília nesta quinta, com o ministro das Minas e Energia, Bento Albuquerque, e representantes do Forum Parlamentar Catarinense.  Na pauta, a discussão sobre a mudança de sede da Eletrosul. O governador está convicto de que a decisão de fundir a estatal federal sediada em Florianópolis com a gaúcha CTGE ainda não está tomada no núcleo do poder central.

FRASE

“Saímos daqui com a certeza de que a decisão não foi tomada ainda, garantia do ministro e do presidente da empresa. Alternativas à saída da empresa de SC estão sendo estudadas. Se houver a incorporação, a sede da nova empresa seria em Santa Catarina.” Carlos Moisés da Silva, diretamente de Brasília, depois de conversar com o ministro Bento Albuquerque sobre a situação da Eletrosul.

Mídia e jornalismo

O presidente da Acaert (Associação Catarinense de Rádio e Televisão), Marcelo Corrêa Petrelli, leu durante sessão plenária na Alesc, a mensagem do segmento de comunicação ao Parlamento catarinense.

Combate às fakes

Petrelli fez um relato da importância das emissoras de rádio e televisão para os catarinenses, criticou as fake news e confirmou o apoio da entidade à reforma da previdência. “O nosso papel neste momento é dar ao parlamento federal o entendimento da sociedade acerca da reforma, para que ele possa ser compreendido e reconhecido em sua base eleitoral sobre as necessidades de mudanças.”

Cobertura

No pronunciamento, com mais de dez páginas, Petrelli falou sobe a atuação dos veículos de comunicação no estado e sua percepção da realidade socioeconômica e política de Santa Catarina e do Brasil. Relatou que em Santa Catarina, a Acaert representa 257 emissoras de rádio e 23 emissoras de televisão, que as emissoras de rádio atingem diariamente 6 milhões de ouvintes e que 98,3% dos domicílios possuem aparelhos de televisão.

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