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Privatização do sistema elétrico será o fim da energia como bem público, diz Dresch

Conforme deputado, venda do sistema Eletrobras vai extinguir subsídios aos agricultores, das  famílias carentes e aumentará custo das empresas

 A Comissão de Economia, Ciência, Tecnologia, Minas e Energia da Assembleia Legislativa promoveu, nesta quarta-feira (4), audiência pública para debater a privatização do sistema elétrico nacional e suas implicações na economia, fornecimento e preço. Durante o evento, organizado pela Frente Frente Parlamentar em Defesa das Empresas e Serviços Públicos, foram debatidas as consequências da alteração do marco regulatório e abertura de mercado no setor elétrico, com a privatização das Centrais Elétricas Brasileiras S.A. – Sistema Eletrobras.

Trabalhadores da Eletrosul, empresa catarinense que compõe o sistema Eletrobras, eletricitários e representantes de entidades sindicais e do movimento social lotaram o auditório Antonieta de Barros.  Os participantes criticaram duramente a privatização, defenderam que o governo federal faça a  reabertura das consultas públicas sobre mudanças no modelo energético do país e apontaram para  uma campanha com os  deputados federais e senadores catarinenses para que votem contra a privatização.

Deputado petista recorre a mantras de esquerda para defender sistema público
Deputado petista recorre a mantras de esquerda para defender sistema público – fotos>Ag. Alesc, divulgação 

Na condução do debate, como vice-presidente da Comissão de Economia, o deputado Dirceu Dresch (PT)  afirmou que a venda é “absurda”, destacando que a medida, além de afrontar a soberania nacional, será um crime contra o patrimônio do Brasil. “Temer quer vender um patrimônio construído ao longo de 64 anos, que consumiu mais de R$ 400 bilhões em investimos, pela bagatela de R$ 20 bilhões. Esse valor é  metade do que custou a usina de Belo Monte.  Vão entregar o maior sistema gerador de energia elétrica da America Latina  e deixar o povo, a economia do país, refém do humor do mercado, dos interesses das multinacionais. Nenhum país do mundo faz isso. Energia elétrica é questão de segurança nacional.”

O deputado também  alertou para os impactos da medida para a competitividade das empresas brasileiras diante da iminência do aumento no custo da energia. “Onde estão as entidades representativas da indústria, do comércio? A energia elétrica é o mais  importante insumo no processo produtivo, privatizar significa que quem vai ditar as regras e os preços serão os conglomerados internacionais, significa energia mais cara, e isso prejudicará  a  competitividade brasileira.” 

A Eletrobras pública garante a segurança energética do país, na opinião da diretora da Intersindical dos Eletricitários do Sul do Brasil, Ceci Maria Marimon Gonçalves. “No curto prazo, o aumento da tarifa pode chegar a 17%. Mas nós temos o histórico dos outros países onde o sistema elétrico foi privatizado, como Portugal, onde ocasionou um aumento de 50% na tarifa. Mais perto de nós, aqui na Argentina, a privatização ocasionou um aumento de 700% na tarifa”, pontuou Ceci. Ela acrescentou que o aumento da energia elétrica impacta diretamente toda a cadeia produtiva e gera desemprego.

De 1995 a 2016, a Eletrobras investiu R$ 144 bilhões (só perdeu para a Petrobras em investimentos). A empresa registrou lucro de R$ 3,5 bilhões em 2016.

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