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Coluna do dia

PSL suspende deputados mirando estrutura da CPI

O diretório estadual do PSL decidiu suspender, por sete meses, quatro deputados estaduais do partido que fazem oposição a Moisés da Silva: Ana Campagnolo, Sargento Lima, Felipe Estevão e Jessé Lopes. Este último, também julgado em outro processo, acumulou mais cinco meses de suspensão.

Na prática, o despacho partidário poderá impedir que os quatro parlamentares desempenhem suas funções em comissões da Assembleia Legislativa, sejam elas permanentes ou temporárias.

Dois dos deputados suspensos estão na CPI dos Respiradores, criada para investigar a famosa e escandalosa compra dos 200 respiradores por R$ 33 milhões pelo governo estadual.

Sargento Lima é o presidente do colegiado e Felipe Estevão, integra a comissão.

Perseguição

Lima se manifestou logo após o anúncio oficial da suspensão. Lembrou que o pivô de todo o escândalo, Douglas Borba, foi secretário-geral do PSL. Para ele, o govenador e o governo estariam usando o partido para prejudicar os trabalhos da CPI e, de quebra, intimidar os deputados. A conferir os desdobramentos.

Derrapada

Não se trata aqui de defender A ou B envolvidos nesta situação do PSL. Mas suspender os parlamentares agora, quando a vinculação imediata da canetada partidária será em relação à CPI? Erro crasso. Assim começa a transparecer que governo pode estar com medo da CPI. E o dito popular reza que quem não deve, não teme!

Reação fiscal

O sindicatos dos auditores fiscais se manifestou publicamente na segunda-feira. A questão do auxílio-combustível voltou à tona em tempos de crise aguda na economia. E com ela, veio a reação dos fiscais.

Sem diálogo

Segundo nota da entidade, “desrespeito com a classe fiscal e portas fechadas do atual governo para o Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado; ausência de diálogo e respostas do Secretário da Fazenda e do Governador; influência política na substituição de ocupantes de funções; fechamento arbitrário de unidades de atendimento e de fiscalização; falta de previsão para posse dos fiscais aprovados no último concurso; má aplicação de recursos públicos, indícios de fraudes em licitações.

Sem cargos

Essa longa lista de insatisfações resultou na entrega dos cargos de Diretor de Administração Tributária, Gerente de Fiscalização, Consultor de Gestão de Administração Tributária e Coordenação dos Grupos Especialistas Setoriais.

Sem acesso

“Todos os problemas, para serem resolvidos, necessitam de diálogo aberto e franco – algo que nos é negado pelo governo”, alega o presidente do Sindicato dos Fiscais da Fazenda do Estado de SC, José Antônio Farenzena.

Sem recesso

O deputado estadual Laércio Schuster protocolou, na Alesc, um pedido para que o recesso de julho deste ano dos deputados seja suspenso. O deputado afirma que num momento de pandemia e de suspeitas de corrupção dentro do Governo do Estado, a Alesc não pode parar os trabalhos. “A nossa prioridade é tentar reduzir os impactos da Covid-19 no dia a dia das pessoas, assim como chegarmos aos responsáveis pela compra dos 200 respiradores fantasmas”, explica.

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