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Republicanos sai da órbita do PSD-SC e passa a estar sob a influência do governador

Agora se tornou público aquilo que vinha sendo costurado nos bastidores há um bom tempo – e que o blog antecipou lá atrás: o deputado federal Jorge Goetten, sem ambiente no PL por votar constantemente com o governo Lula, vai para o Republicanos de Santa Catarina.

O blog cantou essa pedra no dia 3 de dezembro do ano passado.

 

SAIBA MAIS:

 

O PL, PSD e o Republicanos em SC

 

O governador Jorginho Mello foi para Brasília, no final da manhã  desta quarta-feira, 5 de junho, para, entre uma agenda administrativa e outra, tratar sobre o Republicanos estadual com o presidente nacional do partido, deputado Marcos Pereira.

Jorginho também vai conversar com o presidente nacional do PL, ex-deputado Valdemar Costa Neto. O dirigente precisa avalizar a engenharia política para que o partido não reivindique o mandato de Jorge Goetten.

Antes de embarcar para a Capital Federal, o governador esteve em um café com pastores da Grande Florianópolis para tratar da Marcha Para Jesus, evento que movimenta crentes evangélicos em todo o país.

Na foto, de camisete azul, está o Bispo Flori, presidente do Republicanos de Florianópolis.

O Republicanos sai do comando do ex-governador Moisés da Silva e passa a ser pilotada pelo irmão do governador Jorginho Mello, Juca Mello. O Republicanos estava sob a influência do PSD. Candidatos pessedistas nas eleições deste ano seriam respaldados, em vários municípios importantes, por lideranças republicanas. A sigla passa a orbitar o PL, que tem na presidência estadual o próprio governador.

Jorginho mata três coelhos numa cajadada só: arregimenta mais um partido, mantém um deputado federal aliado e enfraquece o PSD, sigla que vem tentando se arvorar como alternativa majoritária para 2026.

Aliás, no mano a mano da articulação, colocando-se de um lado o governador e do outro o deputado Julio Garcia, Jorginho vem nadando de braçada.

Mas a verdade é que, considerando-se o cenário pré-eleitoral deste ano e as movimentações de Jorginho Mello já com vistas a 2026, o PSD está ficando isolado e corre sério risco de encolher severamente já a partir deste ano, quando pode perder prefeituras estratégicas como Criciúma, São José, Tubarão e Lages.

Além do fato de já ter perdido um deputado federal – Ricardo Guidi – e estar na iminência de ficar sem representação na Câmara dos Deputados. Ismael dos Santos sinaliza que baterá em retirada na próxima janela partidária e o suplente Darci de Matos, se assumir definitivamente em caso de vitória de Guidi na eleição de Criciúma, também não vai permanecer nas hostes pessedistas.

foto> Marllon Legnaghi, divulgação  / Entre o Bispo Flori e o governador está o prefeito Topázio Neto

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