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Manchete

Respaldado, Júlio Garcia segue no comando da Alesc

Um dos alvos da Operação Alcatraz, que cumpriu, na semana passada, 11 mandados de prisão e 42 de busca e apreensão por supostos desvios milionários via notas fiscais falsas envolvendo empresas e o poder público, o deputado Júlio Garcia, presidente da Alesc, se manifestou sobre o caso.
Seu posicionamento era aguardado com muita expectativa. Garcia acertou ao se pronunciar primeiramente para seus pares, deputados, da tribuna da Assembleia Legislativa. Foram os parlamentares que o elegeram por unanimidade, pela terceira vez, presidente da Alesc.

Ele mostrou sua indignação por entender que não existe absolutamente nada que o incrimine. Em momento algum, Júlio Garcia fez qualquer referência à Polícia Federal. Disse que confia na Justiça e que não gostaria de um pré-julgamento, mas que não abre mão de um julgamento completo do seu caso. Tem razão. Seu nome foi lançado numa Operação desencadeada na quinta-feira passada, portanto, há apenas sete dias. Muitos políticos, nesse momento de crise, utilizam o ataque como a melhor defesa. Não foi o caso de Júlio Garcia. Embora abatido, ele demonstrou serenidade. Vai aguardar o desenrolar das investigações.

Canja de galinha

Quanto aos desdobramentos políticos no vácuo da Alcatraz, ainda é muito cedo para fazer quaisquer avaliações. Somente observando a evolução do caso, as novas diligências, cruzamentos de provas, novos mandados (se houverem), oitiva de testemunhas, enfim, para então a dimensão política da operação começar a se desenhar.  Terá ela poder de fogo para influenciar diretamente nas composições com vistas ao pleito municipal do ano que vem? Eis a questão.

Arranhão

Agora, é evidente que algum prejuízo político Júlio Garcia vai acumular. Nesta quinta-feira, ele já cumpre agenda de trabalho com o PSD no Sul. Vem despachando normalmente na Alesc e vai tocar em frente, aguardando a evolução dos acontecimentos.

Respaldo

Também é acertada a permanência de Júlio Garcia na presidência da Assembleia Legislativa e no exercício do mandato parlamentar. Ele foi respaldado por praticamente todas as bancadas da Casa, com exceção do PSDB, do PP e do PSL. Filiado ao partido, Felipe Estevão manifestou-se em apoio a Garcia como deputado. Neste contexto, Garcia tem mais que tocar a vida e nem pensar em afastamento. Da presidência ou do mandato.

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