O relato do secretário de Estado da Fazenda, Cleverson Siewert, na Comissão de Finanças da Alesc, evidenciou a importância “do grave momento em que vivemos”. É o que afirmou o deputado Sargento Lima (PL), na tribuna da Alesc, nesta quarta, ao enfatizar que a reforma tributária no país vai tirar a competitividade catarinense em relação aos demais Estados.
Lima salienta que essa é a principal preocupação a curto e médio prazo. “Porém, não ouço os pré-candidatos ao governo e ao Senado tocarem no assunto. Ao contrário, ficam debatendo investimentos em buracos de rua”, lamentou.
“SC utiliza fortemente a renúncia fiscal para atrair empresas. A reforma tributária foca na cobrança do imposto no destino (onde o produto é consumido) e não na origem, e isso fará com que o Estado perca a competitividade, que tem sido seu diferencial em relação aos demais Estados. A reforma iguala SC ao Maranhão”, explica.
Conforme o deputado, pelos números apresentados por Siewert, a administração do governador Jorginho Mello tem conseguido manter e atrair investimentos, mas os efeitos da reforma tributária a médio prazo vão colocar esse trabalho a perder.
Sargento Lima ainda citou um agravante: “Impostos baixíssimos do país vizinho atraíram mais de 200 companhias brasileiras nos últimos 20 anos, para fabricar seus produtos no outro lado da fronteira. As principais áreas são têxtil, plásticos e metalmecânica, o que atinge em cheio a economia catarinense”.








