Blog do Prisco
Manchete

Sem palanque elétrico

A Eletrosul sempre se constituiu na maior estatal do Sul do país. Vigorosa, geradora de empregos, mas costumeiramente utilizada para auferir vantagens político-partidárias-eleitorais nas mais variadas frentes. Nos mais diversos governos.
Assim como já aconteceu historicamente com a Celesc, a estatal catarinense. A Eletrosul é federal, registre-se.
Em outubro de 2022, portanto, já no apagar das luzes do governo Bolsonaro, que tinha Paulo Guedes como ministro da Economia (ele é um investidor), um grupo financeiro, com a participação do próprio Guedes, resolveu comprar a Eletrobrás.
A partir de então é esse novo grupo gestor, os acionistas é que fazem as indicações para todo o conglomerado do qual a Eletrosul faz parte (a empresa sulista está no guarda-chuva da Eletrobrás).
Acabou aquela farra do governo federal indicar o presidente da elétrica federal que viesse a atender os interesses dos aliados de plantão. Ao longo da história foi assim em Santa Catarina e no Brasil.

Surpresa

Quem foi o nomeado? Ninguém menos do que Cleicio Poleto Martins (ex-presidente da Celesc no governo anterior). Foi guindado ao cargo pelos acionistas da Eletrobrás. O engenheiro mecânico era vizinho de porta de Moisés da Silva em Tubarão. Foi, por longo tempo, funcionário da Eletrosul.

Rumos

Martins deixou a elétrica nacional em 1997, ao final do primeiro mandato de Fernando Henrique Cardoso, quando o setor de geração de energia da Eletrosul tornou-se privado. Quem comprou foi a Tractebel, hoje chamada de Engie.

Raízes

Poleto Martins estava na Engie quando Moisés da Silva o colocou na Celesc. Burburinhos na área política surgiram. Alguns na linha de que Moisés teria emplacado o presidente da Eletrosul. Não confere.

Moisés pilota o Republicanos no Estado e teria conseguido com o presidente nacional do partido, Marcos Pereira, que o amigo Cleicio Poleto Martins fosse nomeado. O pano de fundo seria uma aliança com Dário Berger. Nada disso. Em tempo: o Republicanos é de direita e o PSB, de Dário, é esquerda. Os socialistas são tradicionalíssima canhota do Sul do mundo.

Sem energia

A tal aliança, que não passa de pura especulação, levaria a uma coligação para que Dário Berger venha a disputar a eleição municipal em Florianópolis. Não custa repetir então. A Eletrosul não vai mais servir de escada eleitoreira. Nem para Dário e nem para ninguém. A nomeação foi essencialmente técnica.

Currículo

O nomeado deve ter tido um bom desempenho à frente da maior estatal catarinense, a Celesc, e foi recrutado. Simples assim.

Vanguarda do atraso

Vale refrescar a memória. Enquanto Bolsonaro privatizou a Eletrobrás e caminhava para tirar os Correios do colo do Estado, não custa perguntar: e se FHC não tivesse privado a Telebrás? Como seria o sistema de telefonia hoje? Telefonia, energia, mineração e tantos outros setores são investimentos para serem tocados pela iniciativa privada.

Tripé

O poder público tem que concentrar em Saúde, Educação e Segurança Pública. Ponto.

Vício

A esquerda, no entanto, quer sempre um estado paquidérmico, burocrático ao extremo, para garantir as boquinhas à companheirada e também o uso político eleitoral das suas estruturas. Isso também é simples assim.

História

Tanto é que a própria Eletrosul, quando presidida por Eurides Mescolotto, que também comandou o PT catarinense (e foi o primeiro candidato do partido a governador, em 1982), retrocedeu e voltou a gerar energia debaixo da batuta petista. Mesmo depois da privatização do segmento no governo FHC. Típico retrocesso canhoto.

Mais retrocessos

Mas não é só isso. Agora estão tentando inviabilizar a privatização da própria Eletrobrás. O ministro Paulo Pimenta, chefe da Secretaria de Comunicação sob Lula III, recebeu uma frente parlamentar pela reestatização da companhia. Que tempos!

Ninharias

Isso depois de a companhia ter sido privatizada por R$ 100 bilhões e de ter entrado no top 10 da B3, a Bolsa de Valores de São Paulo.

Teatro de sempre

Nesse contexto, a canhotada aciona articulistas, jornalistas e economistas militantes para atacar a privatização. A esquerda é sinônimo de atraso. Querem esse estado ineficiente, pesado para a sociedade. Amam o elefante branco, que sobrecarrega quem empreende e trabalha.

Politicagem

Ainda se quisessem o estado gigantesco para fazer a boa política, vá lá. Mas não. Todos sabemos o modus operandi da esquerda no poder. Muitas ações não podem ser feitas à luz do dia e da transparência pública. Pobre Brasil.

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