A nova pesquisa do Instituto Paraná no estado vizinho apenas confirma uma realidade que o PT insiste em ignorar: o Sul do Brasil segue profundamente refratário ao lulopetismo, especialmente nas disputas majoritárias.
No Paraná, a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, aparece com rejeição próxima de 50% na corrida ao Senado. Um índice devastador para quem já ocupou cadeira na Câmara Alta e, em 2022, sequer arriscou buscar a reeleição ao Senado porque sabia das dificuldades eleitorais que enfrentaria. Preferiu disputar vaga de deputada federal.
O quadro guarda relação direta com a realidade em Santa Catarina. Aqui, o pré-candidato petista ao Senado, Décio Lima, também amarga índices de rejeição semelhantes, igualmente orbitando a casa dos 50%.
Não é coincidência. Trata-se de um fenômeno político e cultural consolidado.
O eleitorado sulista, historicamente mais conservador, empreendedor e avesso ao gigantismo estatal, vem ampliando sua resistência ao PT na mesma proporção em que cresce o desgaste do terceiro mandato sob Lula da Silva.
Inflação persistente, perda de credibilidade fiscal, escândalos sucessivos, avanço do aparelhamento ideológico e a percepção de perseguição política a adversários alimentam um ambiente amplamente desfavorável ao partido nos três estados do Sul.
O PT até pode manter nichos eleitorais importantes nas disputas proporcionais. Mas quando o assunto é eleição majoritária — especialmente Senado e governo — a realidade tem sido cruel.
E os números do Paraná deixam isso ainda mais evidente.









