Blog do Prisco
Manchete

Uma potência política

Formalizada esta semana, em Brasília, a União Progressista chega com muita força no contexto do Congresso Nacional.
Serão 109 deputados e 15 senadores — a maior bancada tanto da Câmara como do Senado.

É uma composição robusta também em termos de recursos: cerca de R$ 1.2 bilhão somando fundo partidário e fundo eleitoral.
(Abre parêntese: esses fundos são uma excrescência típica de republiqueta, criados pela própria Justiça Eleitoral, outra instituição que simboliza bem as distorções de nações subdesenvolvidas. Fecha parêntese).

O TSE deve sacramentar, até novembro, a federação resultante da união entre União Brasil e PP.

Província

Em Santa Catarina, o papel da federação é estratégico. Terá tempo expressivo de televisão, reunindo três deputados estaduais do PP, além do senador Esperidião Amin e, eventualmente, o coronel Armando em Brasília.

Quinteto

Pelo lado da União Brasil, estão o federal Fábio Schiochet e agora quatro estaduais, já que Vicente Caropreso deixará o PSDB, aderindo ao novo projeto.

Força

Traduzindo: no Legislativo Estadual, a União Progressista passa a ser a segunda bancada, com sete deputados — ultrapassando o MDB (6) e ficando atrás apenas do PL, partido de Jorginho Mello.
O governador, certamente, vai buscar a presença da federação na sua coligação.

Estratégica

O nome natural, já validado pela federação em SC, é Esperidião Amin.
O senador vai à reeleição e pode quebrar um tabu: Santa Catarina nunca reelegeu um senador.

Fator Bolsonaro

Com ou sem a transferência de domicílio eleitoral de Carlos Bolsonaro, Amin estará na chapa.
Caso Carluxo venha, formará dobradinha com Amin.
Nesse cenário, Carol De Toni teria de recuar e disputar a reeleição.
Se Carlos permanecer no Rio, com uma eventual candidatura do irmão Flávio à Presidência, neste caso Carol dobraria com Amin.

Manda Brasa

O governador também está cada vez mais convencido de que não pode prescindir do MDB na majoritária.
Assim, com MDB garantido, o PSD perde espaço.
Jorginho sabe: se o MDB migrar para João Rodrigues, pode ressuscitar uma pré-candidatura natimorta.

Pêndulo

Federação e MDB desempenham papel central na reeleição de Jorginho Mello.
A dúvida que permanece: Carlos Bolsonaro transfere ou não o domicílio eleitoral para Santa Catarina?

Sem novidade

Quanto ao Novo, depende de entendimentos com Jorginho.
Se não houver acordo, o palanque de Romeu Zema à Presidência se restringirá ao projeto de Gilson Marques ao Senado.

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