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Univali inicia mapeamento internacional de inovação em Portugal

Pesquisadores entrevistam institutos de Setúbal, Castelo Branco e Universidade de Lisboa

Uma comitiva de pesquisadores da Universidade do Vale do Itajaí (Univali) deu início à coleta de dados para um mapeamento sobre ecossistemas de inovação global em solo europeu. Os professores Carlos Ricardo Rossetto, Gustavo Behling e Fernando Cesar Lenzi realizaram, na última semana, entrevistas técnicas e diagnósticos de campo em Portugal, focando em mapear como as grandes universidades europeias interagem com o setor produtivo e com o governo para acelerar o desenvolvimento das cidades.

A pesquisa faz parte do estudo “Conexões mutuamente benéficas: uma análise bidirecional das interações entre universidades e os demais atores do ecossistema de inovação”. Financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa e Inovação do Estado de Santa Catarina (Fapesc) por meio do Programa de Pesquisa Universal e coordenado pelo professor Rossetto, com apoio dos programas de pós-graduação em Administração (PPGA); Administração – Gestão, Internacionalização e Logística (PMPGIL); e Gestão de Políticas Públicas (PPGPP) da Univali, o projeto vem avançando na construção de análises comparativas sobre mecanismos de cooperação entre instituições acadêmicas nacionais e internacionais em ambientes de inovação.

Nesta primeira etapa de coletas na Grande Lisboa e regiões parceiras, a equipe realizou mais de dez imersões divididas entre pesquisadores e gestores do Instituto Politécnico de Setúbal (IPS), do Instituto Politécnico de Castelo Branco e da Universidade de Lisboa.

“Nosso objetivo é ampliar a cooperação científica e o intercâmbio de investigadores entre os ambientes institucionais internacionais”, ressalta o coordenador do projeto e professor do Programa de Pós-Graduação em Administração (PPGA) da Univali, Carlos Ricardo Rossetto.

O foco dos encontros é o fomento à mobilidade docente e discente, no desenho de novas investigações científicas bilaterais e na consolidação de acordos para dupla titulação em nível de pós-graduação.

“O ecossistema da Grande Lisboa serve como um cenário comparativo estratégico para validarmos os mecanismos de cooperação e transferência de tecnologia que pretendemos otimizar em Santa Catarina”, aponta Rossetto.

Com os dados desta fase inicial em mãos, o cronograma agora prevê uma segunda rodada de entrevistas voltada à Universidade Nova de Lisboa e ao Instituto Universitário de Lisboa (Iscte).

Na semana anterior à viagem, o pesquisador também esteve na Universidade do Oeste de Santa Catarina (Unoesc) participando de um encontro setorial. Na oportunidade, ele apresentou o modelo de dupla titulação do PPGA da Univali e liderou uma reunião de trabalho focada nos desdobramentos do formato.

 

Continuidade de indicadores e governança

Os compromissos na Península Ibérica dão sequência direta à missão acadêmica realizada em abril de 2026, período em que uma comitiva portuguesa liderada pela presidente do IPS, professora Ângela Lemos, e pela vice-presidente, professora Luísa Carvalho, cumpriu agenda técnica no campus Professor Edison Villela (Itajaí) da Univali. Aquela etapa fixou as diretrizes e as metodologias de investigação que agora foram validadas em campo pelos professores brasileiros.

Fundado em 1979 e sediado em uma zona industrial e portuária com arranjos produtivos semelhantes aos do Vale do Itajaí, o Instituto Politécnico de Setúbal mantém um histórico de cooperação de longo prazo com a Univali. A parceria técnico-científica entre as duas instituições engloba a realização de eventos internacionais conjuntos, publicações em periódicos de alto impacto, orientações partilhadas de teses e dissertações, além da captação mútua de recursos financeiros junto a agências de fomento como a Fapesc e o Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

 

Conexão global e protagonismo

Além do trabalho de campo focado no mapeamento regional, a presença da Univali em Portugal abriu portas no cenário internacional. Durante a International Week do IPS, evento focado nos desafios da Geração Z no ensino superior, a comitiva catarinense ganhou um espaço exclusivo para apresentar a lideranças científicas globais as metas do estudo desenvolvido pela universidade brasileira.

A inserção da Univali no debate internacional foi viabilizada pela professora portuguesa Luísa Carvalho, integrante da equipe de pesquisa. Durante o evento, o professor Gustavo Behling debateu o empreendedorismo na Geração Z — seu principal tema de investigação — na mesa-redonda “Being Generation Z in my country”, painel estruturado para analisar o comportamento, as demandas e as características dos jovens estudantes em diferentes contextos culturais e sociais.

 

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