O pioneirismo da vice-governadora Marilisa Boehm no enfrentamento à violência contra a mulher durante sua carreira como delegada da Polícia Civil foi destacado na inauguração da nova Casa Abrigo Viva Rosa, em Joinville. No evento, realizado na manhã desta sexta-feira, 10, o esforço dela para a criação, em 2004, da unidade original voltada ao abrigamento de mulheres em situação de violência doméstica e familiar com risco de morte foi lembrado.
No ato simbólico, realizado no auditório da Escola SESI de Referência, Marilisa foi citada também por ser a primeira delegada de Joinville, por ter criado a primeira Delegacia da Mulher do maior município catarinense e por sua participação decisiva na criação do Protocolo de Atendimento às Pessoas Vítimas de Violência Sexual. “Hoje eu fico emocionada em falar da Casa Abrigo Viva Rosa. Não foi algo que fiz sozinha, muita gente ajudou”, disse Marilisa. De acordo com ela, vários setores da sociedade civil organizada e do poder público também atuaram. Para a vice-governadora, a nova unidade é fundamental para o acolhimento e a proteção de mulheres, incluindo as que têm filhos.
“Já tínhamos uma casa para abrigar mulheres vítimas de violência, mas essa casa agora é uma casa lar, uma casa que tem muito afeto, muito carinho, para que a gente diminua ainda mais o trauma de quem chega lá”, comentou a prefeita de Joinville, Rejane Gambin, durante o evento. A administração municipal investiu cerca de R$ 1,8 milhão na obra.
De acordo com informações da prefeitura, a Casa Abrigo Viva Rosa tem capacidade para 24 vagas, em um ambiente equipado, digno e humanizado. São cinco quartos (sendo duas suítes), dois banheiros comunitários (um deles totalmente acessível), sala de TV, de educadores, da equipe técnica e da coordenação, além de refeitório, cozinha, lavanderia e dois depósitos. Por fazer parte do Serviço de Acolhimento Institucional para Mulheres em Situação de Violência Doméstica e Familiar da Secretaria de Assistência Social (SAS), a localização da casa é mantida em sigilo.







