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Manchete

Agricultura ameaçada!

Em entrevista ao colunista, o deputado Marcos Vieira – um dos pivôs das negociações sobre incentivos fiscais no estado –, e o vice-presidente da Faesc, Enori Barbieri, foram taxativos.

O parlamentar confirmou que o governo do estado faltou com a palavra, não cumpriu o prometido ao decretar o aumento do ICMS sobre alguns setores, especialmente no caso dos defensivos agrícolas. Ou agrotóxicos.

Já o empresário decretou a morte do modelo catarinense de agronegócio se Moisés da Silva não se sensibilizar e mantiver as majorações tributárias.

Vieira também desarmou o argumento governista de que teriam sido os próprios deputados que obrigaram o Executivo a rever o percentual de isenções de ICMS. De acordo com o deputado, o governo foi desobrigado (desengessado foi o termo usado por ele) de reduzir os benefícios fiscais na votação da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).

Inconformado, Barbieri questiona no que o governador Moisés da Silva estaria baseado para querer implantar, do dia para a noite, o tal de tributo verde, taxando os insumos agrícolas (entre eles os defensivos), se nenhum país do mundo cobra impostos nesse nível da cadeia produtiva!

FRASES

“Isso que ele (governador) está fazendo é terminar com a agricultura catarinense. Moisés não ouviu a Cidasc, a Epagri, a sua Secretaria de Agricultura e não ouviu o Ricardo Gouvêa (secretário de Agricultura), eu conheço ele.” Enori Barbieri

“SC conquistou competitividade internacional, preço e qualidade. O mundo inteiro reconhece e não é o governador que vai dizer que não.” Marcos Vieira

Mais é menos

Marcos Vieira e Enori Barbieri fizeram um alerta, quase um apelo. Caso o governo se mantenha irredutível, mantendo o aumento de ICMS para defensivos e para outros insumos e setores como construção civil, haverá crescimento: da inflação e do desemprego. E queda: da arrecadação estadual!

Comida mais cara

Outro ponto fundamental em todo esse imbróglio. Usando a Ceasa da Grande Florianópolis como referência, Enori Barbieri advertiu que, mantida a atual política fiscal, cerca de 2 mil produtos terão aumento de preços lá na ponta.

Protesto

Lideranças do agronegócio devem fazer grande mobilização do setor em breve. Fala-se em greve, fechamento de estradas e por aí vai.

 

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