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Unidade no PSD contrasta em SC

Durou pouco mais de uma hora a convenção estadual do PSD, realizada segunda-feira à noite no Centrosul, em Florianópolis. E o partido do governador deu uma grande demonstração de unidade.  Os discursos apontaram para um grupo de líderes unidos, atuando em sintonia. Com Raimundo Colombo impossibilitado de disputar novo mandato, o partido aposta na renovação com cinco nomes:  Gelson Merísio, presidente da Alesc e reconduzido ao comando partidário; Antônio Gavazzoni (secretário da Fazenda); Milton Hóbus (secretário de Defesa Civil); João Paulo Kleinübing (secretário da Saúde) e João Rodrigues (deputado federal).

As manifestações do quinteto deixam claro que a projeção interna guindará à cabeça de chapa  o nome que chegar em melhores condições para o pleito de 2018. Não por acaso, todos estão com as mangas arregaçadas já com vistas às eleições de 2016.  É uma questão matemática. Quem não tiver apoio maciço de prefeitos e vereadores, fica enfraquecido.

 

Contraste

O quadro de unidade no PSD contrasta com a realidade das outras quatro grandes siglas partidárias de Santa  Catarina. O PMDB perdeu a argamassa que o mantinha unido e atendia pelo nome de Luiz Henirque da Silveira. O partido já vive clima de guerrilha interna, com pelo menos três lideranças (Eduardo Moreira, Mauro Mariani e Dário Berger) disputando o espólio de LHS.

 

Bico e pena

O PSDB tem convenção no dia 13 de junho e se dividiu em dois grupos (liderados por Paulo Bauer e Marcos Vieira), que estão se digladiando. O PT é eternamente fragmentado e vem perdendo terreno no Estado e o PP é uma grande incógnita. Sem mandato, Joares Ponticelli corre o risco de ser atropelado por Esperidião Amin na convenção de outubro.

 

A situação de SC

Gelson Merísio, reconduzido á presidência do PSD, assinalou que Santa Catarina hoje tem um papel diferenciado dos demais estados. É o último, segundo ele, a entrar na crise e o primeiro a sair dela. O pessedista traçou um paralelo com os dois Estados vizinhos. Décadas atrás, Paraná e Rio Grande do Sul colocavam SC no chinelo. A situação se inverteu. Gaúchos e paranenses vivem em estados quebrados, atolados em dívidas e praticamente paralisados.

 

Vinícius terceiro

Empossado ontem pelo ministro Henrique Alves (Turismo), Vinícius Lummertz (PMDB) é o terceiro catarinense a assumir a presidência da Embratur. Na segunda metade dos anos 1990 (governo FHC), o blumenauense Flávio de Almeida Coelho, umbilicalmente ligado a Esperidião Amin e Vilson Kleinübing, chegou lá. Depois, no primeiro mandato de Lula da Silva, Jeanine Pires, filha de Anita Pires, histórica do PMDB, atuou como diretora e depois como presidente da empresa.

 

Memória

Aliás, Flávio Coelho, que hoje reside em Balneário Camboriú, atuou como uma espécie de conselheiro de João Paulo nos seus oito anos como prefeito de Blumenau. Já Jeanine Pires há muitos anos mora em Alagoas.

 

Competências

Deputado Rogério Peninha Mendonça elogiou o correligionário Michel Temer (vice-presidente) esta semana. Disse que ele acerta em não se meter nos “assuntos de competência do Legislativo.” Referindo-se à proposta de redução da maioridade penal, que alguns petistas defendem que parta do Palácio do Planalto. Típico caso de disputa para saber quem é o pai da criança.

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